quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Com todo Gás


Hoje pela manhã, no campo do Kaza, em Ananindeua, o Paysandu deve realizar o primeiro coletivo da semana visando a partida do próximo domingo, confirmada na tarde de ontem para o Estádio Parque do Bacurau - liberado ontem à tarde pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros Militar -, em Cametá, pela segunda rodada da 2a fase do Parazão. Quem deve participar da movimentação é o lateral-esquerdo Aldivan, apresentado ontem como o quinto reforço bicolor contratado este ano para a competição Estadual.
Aldivan, que é natural do município de Penalva (MA), mas estava com a família na cidade de Santa Inês, no interior do Maranhão, defendeu o Uniclinic (CE), equipe onde disputou cinco partidas no início desta temporada. Para defender o Papão, o lateral afirma que não terá dificuldades para recuperar a forma física, já que o último jogo em que esteve presente aconteceu no dia 5 deste mês. “Tudo vai depender do nosso treinador, contra quem inclusive eu já atuei várias vezes em outras oportunidades. Não estou 100%, mas também não estou mal fisicamente.

JUSTIÇA - Ontem à tarde, Clodomir Araújo, advogado do Núcleo Jurídico bicolor, anunciou que de fato a renda da primeira partida do Paysandu no Parazão foi bloqueada pela Justiça do Trabalho, para o pagamento de salários atrasados do meia Rodrigo, que defendeu o Papão em 2005. Segundo Clodomir, ainda esta semana uma conversa com o juiz responsável pelo caso deve acontecer e o desbloqueio para o jogo diante do Águia, pela terceira rodada do torneio, deve acontecer.

Cachorro Doido quer largar bem

O Vila Rica/Cametá não vê a hora de estrear na fase principal do Estadual para mostrar, como fez após vencer o Torneio de Acesso (a Segundinha paraense) e a primeira fase deste Campeonato Paraense, que é um dos favoritos à conquista da Taça Açaí, a final do certame Estadual. O técnico Fran Costa já tem em mente a equipe que deverá enfrentar o Águia na próxima quinta-feira e a diretoria do Cachorro Doido negocia a vinda de dois reforços, o volante Anderson Mineiro e o atacante Isaías, ex-Clube do Remo.
No sistema 4-4-2, Fran tem escalado a seguinte equipe de titulares durante os treinos do Vila: Diego; Américo, Rodrigo, Tonhão e Souza; Emílson, Adelson, Rogério Belém e Marçal; Jaílson e Ronan. O comandante do Vila Rica/Cametá diz acreditar que o adversário de estréia é um oponente forte, porque manteve a base da etapa anterior do Estadual.
A equipe deverá ser definida no coletivo desta manhã. Já a delegação do Águia de Marabá embarca às 7h para Cametá. O time do técnico Vitor Jaime segue confiante na estréia, e pega ônibus já escalada para mostrar ao Cachorro Doido que não é a mesma da primeira fase, quando foi derrotada por 1 a 0 pela equipe cametaense. André Luís; Leandrinho, Edcleber, Adriano e Marcondes; Caçula, Paulinho, Balão e Ciro; Aleílson e Pery é a equipe confirmada ontem pelo comandante do Águia.

Dupla pronta para a estréia

Após a frustração por não terem feito parte da equipe do Paysandu que estreou no Campeonato Paraense-2008 no último domingo, contra o São Raimundo de Santarém, o meio-campo Tássio e o atacante Luís Mário andam ansiosos pela participação no segundo compromisso bicolor - no próximo domingo, contra o Vila Rica/Cametá, fora de casa. Os dois foram finalmente regularizados junto à Federação Paraense de Futebol (FPF).
Tássio aguardava pelos documentos que comprovam o desligamento do Villa Rio, equipe da Segunda Divisão do Campeonato Carioca onde atuou no final do ano passado. Já Luís Mário precisava da documentação enviada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo ST Gallen da Suíça, sua última equipe. “Não via a hora de estar livre para atuar. Depois de treinar forte nas últimas semanas, espero, caso o Givanildo opte por mim, ter totais condições de ajudar o Paysandu”, almeja Tássio.
Para Luís Mário, estrear contra o Vila Rica fora de casa não frustra em parte os seus planos. “Queria que a minha estréia fosse aqui até por conta da minha família estar mais perto. Apesar disso, sei da possibilidade de contarmos com o apoio dos torcedores que vão para Cametá acreditando na possibilidade de trazermos uma grande vitória”, garante.
Sobre a emoção em vestir a camisa que, segundo o próprio Luís Mário, é da equipe pela qual torcia desde criancinha, o jogador garante estar pronto para isso. “Vestir a camisa do Paysandu é diferente e eu posso garantir estar pronto para isso. Posso até sentir um pouco pelo tempo de três meses e meio sem atuar, mas, pela minha preparação, espero ir muito bem nessa estréia”, aponta.

GUILHERME - Além da dupla Luís Mário e Tássio, quem também está pronto para estrear com a camisa do Paysandu no próximo domingo, contra o Vila Rica/Cametá, é o volante Guilherme, ex-Vitória (BA). Com uma lesão na panturrilha direita, o jogador acabou de fora da estréia alviceleste, contra o São Raimundo de Santarém, no último fim de semana. Recuperado, Guilherme afirma estar pronto para o combate.
“ Estou bem e preciso trabalhar forte para ajudar o Paysandu daqui para frente. Todos precisam entender que, seja com o Guilherme jogando ou não, precisamos ajudar nossa equipe a ser Campeão Paraense”, avisou o volante, que pode figurar entre os titulares no coletivo marcado para a manhã de hoje, no campo do Kaza, localizado no município de Ananindeua.

A Volta



O meia-atacante Maico Gaúcho, de 28 anos, confessou ontem em entrevista coletiva que chegou a comer cachorro na China, país onde ficou um ano e que tem em sua gastronomia diferentes iguarias a partir do prato exótico. No retorno ao Baenão, o jogador, que defendeu o NanChan F.C., disse em tom de brincadeira que voltará “mordendo” para reconquistar o seu espaço na armação.
Na apresentação oficial à tarde no estádio Evandro Almeida, ele recebeu aplausos de torcedores e prometeu a velha garra de sempre. “É o mínimo que qualquer jogador tem de fazer aqui no Remo, que é um clube de massa e a cobrança é muito grande”, disse. Maico Gaúcho previu que até o jogo contra o São Raimundo, pela terceira rodada do Parazão, estará em condições de fazer sua reestréia com a camisa azulina.
Embora estivesse fazendo movimentação em Passo Fundo (RS), sua terra natal, ele destacou que terá de aprimorar o condicionamento físico. Maico calculou que em até três dias estará concluída a parte burocrática de sua transferência para a posterior regularização no Estadual e então só depender da escolha do técnico Bagé.
O atleta prevê que em seu retorno ao Leão a cobrança será maior. “A torcida e a Imprensa já me conhecem e não adianta apenas repetir o que já fiz, mas apresentar um algo mais”, afirmou o meia, que mantém o cabelo comprido amarrado num rabo-de-cavalo. Sobre o problema no joelho, que o prejudicou antes de sua partida de Belém, ele garante que está totalmente recuperado, graças à medicina oriental.

Tropa de Elite gera mais ódios que amores


O concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, Tropa de Elite, de José Padilha, exibido ontem, teve uma recepção da crítica dividida entre amores e ódios. Mais ódios do que amores.
A revista norte-americana Variety, que recentemente incluiu Padilha numa restrita lista de dez diretores em quem se deve prestar atenção, foi especialmente dura com o filme.
Em resenha assinada por Jay Weissberg, a Variety atribui a Tropa de Elite um “estilo Rambo” e sustenta que ele faz “uma monótona celebração da violência gratuita que funciona como um filme de recrutamento de seguidores fascistas”. O autor aponta ainda semelhança entre o uniforme e o distintivo do Bope com os da brigada Cabeça da Morte (Totenkopf), guarda de elite da SS nos campos de concentração nazistas.
Weissberg afirma ainda que, segundo o filme, “só o Bope pode salvar a cidade [do Rio], mas isso requer, antes, a remoção cirúrgica de qualquer coisa que se pareça com um coração”.
Leitores brasileiros da versão online da revista escreveram no site mensagens de protesto e atacaram o autor da crítica.
A Hollywood Reporter publicou entrevista e reportagem sobre o filme, com destaque em sua capa da edição de hoje, mas chamou-o de “um filme constrangedor sobre policiais assassinos”.
A crítica afirma que “o pressuposto básico do roteiro escrito por Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani é que todo mundo no Rio é corrupto, especialmente as autoridades”.
A revista inglesa Screen, por sua vez, deu ao filme a nota máxima - quatro estrelas, correspondente a “excelente”-, numa crítica farta de elogios.
“ A montagem corajosa, a incansável câmera na mão e essa espécie de tom quente e realista conhecido desde Cidade de Deus e Amores Brutos produzem uma mistura que é mais funcional do que inovadora, embora seja eficiente”.
A crítica do jornal francês Le Monde, publicada no blog de cinema do diário, acusa o filme de fazer apologia à tortura: “Tropa de Elite é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano - montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensível para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais”, afirma o crítico Thomas Sotinel.
A reação da imprensa alemã foi desigual. O jornal Berliner Zeitung avaliou o filme como “excitante e original”, disse que ele apresenta “os diversos lados da questão” e o faz com bom “equilíbrio entre os aspectos ficcional e documental”.
Já o Der Tagesspiegel disse que, no retrato do “mundo pavoroso e sem lei” que o filme faz, “não há zonas brancas e negras; tudo é escuro”. Os dois jornais, no entanto, ressaltaram que Tropa de Elite não é fascista. “E nisso [fascismo], como você sabe, somos especialistas”, comentou o jornalista alemão.
Padilha acredita que os críticos estrangeiros que atribuíram ao filme um caráter fascista foram influenciados por colegas brasileiros que reprovam Tropa de Elite desde a sua estréia no Brasil.
Sobre as resenhas publicadas ontem, o diretor afirmou: “Uns nos acharam inteligentes, outros fascistas. Na verdade, não me preocupo com isso”. (Folhapress)

Regras para Celular

Novas regras para celular estão em vigor

ANATEL Empresas tiveram prazo para se adequar

Em vigor a partir de hoje, a Resolução nº 477 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) altera regras na prestação de serviço de telefonia móvel e atinge diretamente a vida de cerca de 121 milhões de pessoas em todo o Brasil.
Maior punição às cobranças indevidas, aumento na validade de créditos e proibição de cobranças para desbloqueios são algumas das medidas da legislação, que é avaliada de maneira positiva pelo Procon do Pará. “Essa mudança é fruto de uma consulta pública realizada em 2005, com participação da sociedade em geral e de órgãos de defesa do consumidor”, fala Regina Vaz, consultora jurídica do Procon.
A resolução foi editada em agosto de 2007, mas só começa a valer hoje, para que as empresas pudessem fazer adequações. Entre as novas medidas adotadas está a aplicação de cláusula de fidelização de no máximo 12 meses, ou seja, durante um ano o cliente não poderá mudar de operadora. “Mas a cláusula só poderá ser aplicada se o cliente receber algum tipo de benefício, como descontos na compra de aparelhos, por exemplo. A partir de hoje, a regra está valendo para os novos e antigos contratos”, explica a consultora.
No caso de cobranças indevidas, a operadora deverá devolver o valor em dobro, com juros e correção monetária, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor. A prestadora também só poderá cobrar chamadas realizadas há mais de 60 dias após negociação com o usuário. O prazo anterior era 90 dias.
Para os clientes pré-pagos, que representam cerca de 80% do total de usuários do serviço, a boa notícia é que os créditos terão validade de 180 meses e deverão ser revalidados caso não tenham sido usados. As empresas ainda estão proibidas de cobrar pelo desbloqueio do aparelho. “O mais interessante será que elas já os vendam desbloqueados”, analisa.
A consultora ainda recomenda que os usuários continuem fazendo reclamações à Anatel (www.anatel.gov.br ou 0800-33-2001) e aos órgãos de defesa do consumidor. “As reclamações na Anatel vão servir de base para que saibamos se tudo está sendo cumprindo. O consumidor deve se informar e fazer valer os seus direitos”, comenta.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Derrota deixa azulinos envergonhados



O surpreendente tropeço do Remo diante do Pedreira, do Mosqueiro, por 1 a 0, na abertura do Parazão, acendeu o sinal de alerta da galera azulina. Ontem, um após o jogo, o torcedor do Leão ainda não tinha conseguido digerir o resultado. O principal alvo das críticas dos torcedores eram o técnico Ronaldo Bagé e, principalmente, os jogadores da equipe, acusados de não suar a camisa como deveriam. A derrota, na opinião dos simpatizantes remistas, precisa ser revertida já no jogo do próximo domingo, no Mangueirão, contra o Tiradentes. Uma nova derrota ou mesmo um empate, segundo o torcedor, vai complicar de vez a situação da equipe no campeonato.

'A partir de agora, o time não pode nem sonhar com um empate sequer', avisou o torcedor Luis Cláudio Mansur, de 22 anos. O torcedor, que foi ao jogo contra o Pedreira, disse ter deixado o estádio envergonhado. 'Francamente, esperava algo melhor, afinal de contas nosso time passou um bom tempo treinando. O Pedreira entrou no campeonato em cima da hora', reclamou

O torcedor Mário da Fé Furtado, de 31 anos, foi outro que não ficou nem um pouco satisfeito com a produção da equipe comandada por Bagé. 'O que vi em campo foi um grande amontoado de jogadores, alguns sem o menor condicionamento físico', disparou. 'Essa derrota foi ruim, mas ela pode servir de alerta para o time. Se não consegui um resultado significativo contra o Tiradentes, vai ficar muito complicado conquistar o primeiro turno', previu.

Apesar da derrota, alguns torcedores são de acordo que a diretoria não deve mudar o comando do time. 'Para mim, o Bagé só está começando um trabalho. Ele tem crédito e deve permanecer no comando da equipe', avaliou Humberto Santana Santos, de 34 anos. 'Se o time não conseguir engrenar a partir da próxima partida, aí sim acho que será a hora de repensar o comando'.

O presidente do Remo, Raimundo Ribeiro, também recebeu críticas. O dirigente, segundo os torcedores, é um dos responsáveis pelo insucesso do time. 'Esse cara já não deveria estar no comando do Remo há muito tempo. Esses jogadores não estão à altura do Remo', disparou Fernando Rodrigues Santana, de 44 anos.

Diretoria negocia com 'bichado'

Enquanto aguarda pela chegada de Maico Gaúcho, que deverá chegar hoje à noite a Belém, a diretoria azulina negocia com o atacante Vágner Carioca, do Cardoso Moreira, do Rio de Janeiro, time treinado pelo paraense Charles Guerreiro. Em seis partidas pelo Cariocão, o jogador marcou somente um gol. Na última partida, informou Charles, Vágner fraturou um dos ossos do pulso e hoje deverá fazer cirurgia. A contratação dependerá de análise da comissão técnica azulina sobre o período necessário para a recuperação do atacante. Outro jogador do Rio agendado pelo Leão é o meia Ronaldo, do Americano de Campos.

O volante Júnior Negrão, no entanto, será a novidade de hoje pela manhã, no Baenão, na reapresentação do elenco azulino, após a derrota para o Pedreira. O jogador desembarcou na última sexta-feira em Belém e, no sábado, acompanhou a estréia do Leão no Parazão 2008, no Mangueirão. Negrão, que atende pelo nome de batismo de Fábio Costa Conceição, garante que dentro de, no máximo, uma semana já estará apto a vestir a camisa azulina. Mas a estréia do atleta deve acontecer no amistoso de quarta-feira, em Capanema, contra a seleção local.

'A idéia é que eu dispute pelo menos um tempo do amistoso', adiantou Negrão, qie atuou pela última vez na decisão do Maranhense, defendendo o MAC, que sagrou-se campeão em cima do Imperatriz.

Compras

Maico Gaúcho - Meia que defendeu o Remo em 2006 deverá se apresentar na noite de hoje ao clube.

Negrão - Volante indicado por Bagé, chegou a Belém na sexta-feira. Não sabe se estréia contra o Tiradentes.


Vagner Carioca- Atacante será contratado se o técnico Bagé avaliar que poderá se recuperar de lesão a tempo.


Ronaldo - Meia do Americano de Campos, Rio de Janeiro, que também está na agenda azulina.

Negrão começou na base azulina

O volante Júnior Negrão começou a jogar futebol no próprio Remo, embora seja maranhense de Codó. 'Disputei o sub-17 pelo Remo e depois fui para São Paulo, onde acabei me profissionalizando', disse. Negrão já atuou nos Emirados Árabes, onde diz ter sido campeão. Esta será a quarta vez que ele trabalhará sob o comando do técnico Bagé. 'Antes, o professor me dirigiu no Pelotas, São José e Glória, todos do Rio Grande do Sul', informou.

Negrão falou sobre o seu estilo de jogo. 'Sou um volante que gosta de chegar junto dos atacantes para municiá-los', disse. Sobre a equipe do Remo, que ele viu atuar diante do Pedreira, analisou: 'Senti os nossos atacantes muito isolados. Creio que faltou alguém para encostar mais', avaliou. O jogador procurou tranqüilizar o torcedor remista. 'Ele precisa entender que foi só o primeiro jogo', lembrou. 'As vezes é até melhor estrear contra uma equipe grande', completou.

Negrão também já passou pelo Ceará, em 2000, onde diz ter se sagrado campeão estadual jogando ao lado do ex-volante remista De Paula. O atleta também defendeu o Joinville, de Santa Catarina. Ele ainda não sabe se vai estrear contra o Tiradentes.

Papão pula fogueira



O Paysandu precisou suar muito, mas iniciou com o pé direito sua campanha em busca do título do Campeonato Paraense 2008. A equipe teve dificuldade para superar, por 3 a 2, o São Raimundo, ontem, na rodada inaugural do Estadual, no Mangueirão. Os gols da partida foram marcados por Samuel Lopes (2) e Fabrício para o Papão, enquanto João Pedro e Anderson anotaram para a Pantera.

Com o resultado, o Paysandu assumiu a segunda posição na classificação geral, atrás do Castanhal, que venceu o Ananindeua ontem e leva vantagem nos critérios de desempate, com quatro gols contra três do time da capital.

Apesar do forte calor - o jogo foi iniciado às 16 horas -, a quarta partida do Parazão foi bastante movimentada. O que poderia ter sido um jogo fácil, acabou dramático. A equipe de Santarém surpreendeu logo a um minuto da primeira etapa, abrindo o marcador. João Pedro cobrou falta da direita, Cametá e Anderson falharam feio e a bola entrou direto.

O gol acordou o Paysandu, que passou a pressionar o rival e, aos seis minutos, o Papão fez o gol de empate. Após cobrança de escanteio, o goleiro Anderson saiu errado e Samuel Lopes apreveitou para colocar, de cabeça, para o fundo da rede.

A situação da equipe bicolor voltou a se complicar aos 20 minutos. João Pedro cobrou falta da direita, Cametá desviou para o segundo pau onde Anderson cabeceou no contrapé do xará no gol bicolor.

Depois de sofrer o segundo gol, a equipe bicolor voltou a crescer na partida e, mostrando personalidade e calma, conseguiu a virada ainda no primeiro tempo. Aos 33, Fabrício marcou um belo gol em jogada individual, acertando o canto direito de Luciano e, quatro minutos depois, Samuel Lopes voltou a mostrar oportunismo ao escorar cruzamento de Rafael Vieira. Papão 3 a 2.

Na etapa final, assim que a bola começou a rolar, o Paysandu quase fez o seu quarto gol. Aos 20 segundos, depois de uma excelente jogada individual, Rafael Oliveira acertou a trave direita ao chutar de fora da área. No restante do segundo tempo, no entanto, o jogo caiu muito de ritmo.

Com a vitória praticamente garantida, a equipe bicolor acomodou-se na marcação e o São Raimundo, muito brioso, lutou pelo empate. A melhor chance surgiu aos 26 minutos, mas João Pedro foi fominha demais e, depois de fazer uma jogada genial, acabou mandando a bola por cima da meta bicolor, quando deveria ter tocado para Emerson Bala, que estava livre de marcação.

Na próxima rodada, o Paysandu tenta manter a boa fase na competição contra o Vila Rica/Cametá, fora de casa. Já o São Raimundo busca a reabilitação na tabela do Parazão contra o Ananindeua, novamente fora de casa.

Irmã Dorothy Stang

Lembranças da Irmã Dorothy Stang

Para lembrar três anos da morte de Dorothy Stang, acontecerá um dia inteiro de programações na cidade de Anapu, oeste do Pará, nesta terça-feira (12). Os amigos e seguidores da missionária vão fazer um dia de orações, discussões e festa para homenagear o trabalho da missionária.
A programação começa com missa às 9 da manhã, na Igreja de Santa Luzia. Segundo Padre Amaro, responsável pela programação, na celebração, comandada por D. Erwin Krautler, haverá também crisma de cerca de 20 pessoas. 'É uma data de grande significado, fazemos a Crisma no dia 12 de fevereiro porque na crisma a pessoa recebe o Dom do Espírito Santo e faz o compromisso da sabedoria, fortaleza, obediência. Nada melhor do que na data que a irmã Dorothy perdeu a vida pela nossa causa, as pessoas assumirem esse compromisso', disse.
A programação continua com almoço comunitário no salão paroquial da Igreja. Estão sendo aguardadas mais 300 pessoas. Para alimentar tanta gente os movimentos sociais, a comunidade e a Igreja disponibilizaram carne de dois bois, três sacas de arroz e muitos quilos de macaxeira.
Após o almoço acontece a 'Voz do Povo', um momento de conversa, onde eles vão lembrar o trabalho da irmã Dorothy, discutir os resultados e receber as denúncias do povo. Por volta das 16 horas haverá visita ao túmulo de Dorothy Stang, lá serão declamadas poesias, canticos e orações.
Às 18 horas haverá um jantar comunitário e logo depois começa a programação festiva, com um show do cantor cearense Zé Vicente iniciando às 19h30, e em seguida o 'Forró da Dorothy', no salão paroquial.

Programação em Belém -

Entidades de defesa dos Direitos Humanos, religiosas e integrantes do Comitê Dorothy Stang realizam um grande ato pela paz e contra a violência no campo nesta terça-feira(12), quando completa três anos do assassinato da missionária americana Dorothy Mae Stang, morta na cidade de Anapu, no oeste paraense, em 12 de fevereiro de 2005.
A concentração será a partir das 8h da manhã, em frente à sede do Tribunal de Justiça do Pará, na Avenida Almirante Barroso. A expectativa é reunir pelo menos 200 pessoas na porta do Tribunal, onde os manifestantes pretendem chamar a atenção da Justiça sobre a impunidade. 'Até hoje, um dos mandantes, o Regivaldo Galvão, está solto e ainda há um recurso no Supremo para que ele não seja julgado. Isso não é possível, queremos Justiça!', disse uma das coordenadoras do Comitê Dorothy Stang, Luíza Virgínia Moraes.
O ato deste ano também pretende chamar atenção não só para a violência no campo, mas também à violência contra mulher. 'O número de casos de violência contra mulher vem aumentando demais em nosso Estado', lamenta Moraes.


Prefeitura de Belém entregou troféus às agremiações vencedoras do carnaval paraense

Dezenove grupos, entre escolas de samba e blocos carnavalescos, receberam os troféus na festa de premiação das agremiações campeãs do Carnaval 2008, promovida pela prefeitura de Belém, por meio da Fumbel, na programação que premiou ainda as embarcações vitoriosas do Carnaval Fluvial e a musa eleita do Carnaval de Belém, na noite do último sábado, na Aldeia Amazônica. “O sentimento é de missão cumprida porque a gente pensou um carnaval para a cidade, levando atividades para as praças e bairros. Acreditamos que funcionou e agora é uma questão de refinamento”, avalia o presidente da Fumbel, Heitor Pinheiro.
Centenas de pessoas ocuparam as arquibancadas e também a própria avenida Pedro Miranda, onde passaram os grupos carnavalescos durante a programação que encerrou oficialmente o Carnaval de Belém. Pedreira e Jurunas imperaram na avenida do samba da capital paraense, com maior número de grupos classificados pelo júri do Carnaval 2008.
“ Vamos desfilar com a mesma emoção e empolgação, só que hoje é só festa”, garantiu o mestre de bateria da Acadêmicos de Samba da Pedreira, vencedora do 2º grupo, que vai desfilar no Grupo Especial no Carnaval 2009.
Grande vencedora do Carnaval 2008, a escola de Samba Rancho Não Posso Me Amofiná precisou de dois ônibus para levar os brincantes que participariam do desfile da campeã. “Nós tínhamos consciência do nosso trabalho, passamos seis meses nos empenhando para preparar um espetáculo de qualidade para o público de Belém e isso aqui é o reconhecimento desse trabalho”, emocionou-se o presidente da agremiação, Jango Vidal. “Agora nós já estamos pensando no Carnaval 2009, porque a tendência é ficar cada vez melhor”, apressa.

AVALIAÇÃO - Heitor Pinheiro classificou como positivos os resultados alcançados pela prefeitura no trabalho de reorganização da festa popular no município. “Nós tivemos três semanas de programação com os portais da folia, exposições e desfiles, uma programação que teve uma resposta positiva que foi a participação e o reconhecimento da população”, ponderou.
“ Em 2005 nós encontramos um cenário completamente desfavorável, com as escolas divididas em dois grupos, um inclusive desfilando em Ananindeua e o outro em Belém. Tivemos um grande trabalho para retomar a harmonia e unificar o carnaval de Belém”, capitulou Heitor, que ressaltou ainda o fato de reduzir o número de escolas de samba no grupo especial, que no concurso de carnaval de 2007 passaram de 14 para oito agremiações.
“ Essa redução tornou a competição mais acirrada entre as agremiações porque agora ficou mais difícil se manter no grupo especial e para isso é preciso mostrar um bom resultado, o que faz melhorar o nível do nosso carnaval”, concluiu. o presidente da Fumbel.

Janaina Reis Lança Selo Paraense



Morando no Rio de Janeiro desde 2005, a paraense Janaína Reis tem se destacado cada vez mais no cenário do samba. Timbó Produções é o nome de seu mais recente projeto, uma gravadora que lançará novos nomes da música paraense para o Brasil.
Neta de orixá, a cantora, desde 1999, assumiu sua paixão pela música, quando formou junto ao amigo Diogo Rezende a banda Esplendor. Tem os dois pés fincados no samba por influência de sua avó, exímia representante da cultura africana.
Seu disco, Choro Novo na Senzala, foi gravado após sua ida ao Rio de Janeiro para desfilar na Viradouro no carnaval de 2004, a convite de Fafá de Belém, amiga de sua mãe, Rita Reis. Lá entrou em contato com Marina Ghiaroni, empresária de Fafá, que a levou à gravadora Indie Records, onde conheceu Torquato Reis, produtor do disco com repertório que inclui composições de Paulo César Pinheiro, Wilson Moreira e Arlindo Cruz, além da regravação Tom Maior, música que Matinho da Vila fez em 1969.
Em outubro Janaína esteve em Belém lançando sua turnê nos teatros Gasômetro e Waldemar Henrique, além de ter aberto o show de Luiz Melodia no lançamento da revista Bacana. Em janeiro, foi convidada para ser a rainha dos artistas no tradicional Baile dos Artistas, e no carnaval foi destaque da escola de samba Piratas da Batucada, da Pedreira, que teve enredo em homenagem a Castanhal, cidade onde a cantora viveu por anos. “O Baile dos Artistas costuma convidar pessoas mais experientes para o cargo de rainha. Fiquei surpresa e muito feliz com o convite este ano, pois esta é uma forma de incentivar e impulsionar novos artistas”, conta Janaína.
Entre os anos de 2006 e 2007, além de cantar, Janaína esteve envolvida em um projeto junto ao Instituto do Patrimônio Historio e Artístico Nacional (IPHAN), que buscou o reconhecimento do samba do Rio de Janeiro como patrimônio cultural e imaterial do Brasil. O projeto, que já foi aprovado, contou com o apoio de nomes como Nilcemar Nogueira (neta de Cartola) e Lígia Santos (filha de Donga, compositor do samba Pelo Telefone, primeiro registro fonográfico do gênero).
Com a inauguração do selo Timbó Produções, a cantora estará entre o Rio de Janeiro, onde permanecerá divulgando seu trabalho em nível nacional, e Belém, onde virá à procura de novos talentos e realizará apresentações em casas de shows e teatros. Segundo a produtora Stela Farias, até o fim do ano Janaína estará divulgando seu trabalho também em São Paulo. “Pretendemos desenvolver um trabalho intensivo realizando viagens e shows em teatros, ao invés de apenas cantar em barzinhos, que é um processo bem mais demorado”, conta Stela, e completa: “com relação à gravadora, a intenção é unir o know how de gravadoras onde já trabalhei durante 25 anos, como BMG e Indie Records, com os novos talentos paraenses”, conclui.

Tropa de Elite em Berlim

CINEMA

Tropa de Elite
Estréia hoje no festival de Berlim. O filme é apontado como o “novo Cidade de Deus”

Capitão Nascimento chega a Berlim

O longa-metragem Tropa de Elite, concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no 58º Festival de Berlim, faz hoje sua estréia no evento. A sessão oficial competitiva, na sala de projeção do Berlinale Palast, sede da disputa, ocorre às 16h (13h, no horário de Brasília). Estarão presentes o diretor, José Padilha, e parte da sua equipe - os atores Wagner Moura (Capitão Nascimento) e Maria Ribeiro (Rosane, a mulher do capitão), o fotógrafo Lula Carvalho e o produtor do filme e sócio de Padilha, o cineasta Marcos Prado (Estamira). Os outros dois filmes da competição (entre 21 longas) programados para amanhã são o alemão Kirschblüten - Hanami (o desabrochar das cerejas), de Doris Dörrie, uma tragicomédia sobre a vida amorosa de um homem, e o chinês Man Jeuk (o pardal), de Johnnie To, sobre jovens delinqüentes. O festival anuncia os vencedores e entrega seus prêmios no próximo sábado. No fim de semana passado, Tropa de Elite começou a ganhar atenção da imprensa internacional em Berlim. A revista Hollywood Reporter citou-o como o título “que está sendo promovido como o novo Cidade de Deus”. A Screen publicou no sábado entrevista com Padilha, em que ele afirma: “[No Brasil] Muitas pessoas me pararam na rua para dizer que estavam gratas porque o filme dá à polícia o que ela merece. Obviamente, não foi o que tentei fazer”. Tropa de Elite aborda o consumo e a repressão ao tráfico no Rio sob a ótica de um capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM, que pretende deixar a função, mas não sem antes encontrar seu substituto.
FOME - Em busca de co-produtores e/ou distribuidores internacionais, Padilha e Prado trouxeram ao Mercado do Filme de Berlim, realizado paralelamente à competição, “um roteiro debaixo do braço”, que volta a tratar do consumo de drogas no Rio, nos dias atuais e pela perspectiva dos usuários. O filme, cujo título provisório foi Posto 9, terá o nome de Paraísos Artificiais e será dirigido por Prado e produzido por Padilha. A produção de Paraísos Artificiais, no entanto, não deve retardar a carreira de Padilha como diretor. Ele já tem quase pronto o documentário Fome, com o qual imagina “acender outro debate importante no Brasil, sobre os programas sociais”. Autor do multipremiado documentário Ônibus 174, sobre o seqüestrador do coletivo no Rio, Padilha diz que Fome é um filme “ao contrário de todos” os seus anteriores, porque se filia ao cinema direto. “ Não há nenhuma análise sobre o problema da fome no filme. Ele mostra o tema pelo ponto de vista de quem passa fome, pura e simplesmente. Acho que esse ponto de vista é muito forte e foi ignorado”, diz.

POLÍTICA - Os políticos do Brasil serão tema de outro filme do diretor, cujo roteiro está sendo escrito pelo sociólogo Luiz Eduardo Soares, co-autor (com Rodrigo Pimentel e André Batista) de Elite da Tropa, versão literária de Tropa de Elite. Inicialmente anunciado como O Corruptólogo, o longa deverá chamar-se Nunca Antes na História deste País. Mas é provável que o próximo filme de Padilha seja uma produção hollywoodiana. Incluído em recente lista de “dez diretores a observar” da revista Variety, Padilha diz que tem recebido muitas propostas dos Estados Unidos e tem interesse em dirigir em Hollywood. “É a meca do cinema. Deve ser interessante você poder levar para o set uma tonelada de luz e refletores, não sei quantas gruas, e não ter que ficar fazendo conta. É uma espécie de parque de diversões do diretor. Eu gostaria de experimentar fazer um filme lá”, afirma. Já a produção da minissérie que daria continuação à história de Tropa de Elite não teve avanços. De acordo com Padilha, ainda não houve acordo com nenhuma das emissoras de TV interessadas no projeto. “Estamos conversando. Essa é uma coisa que tem que ser feita com calma e direito”, diz. (Folhapress)