domingo, 9 de março de 2008



ÁGUAS DE MARÇO

Maré alta dá o ar da graça


Belém terá a maré mais alta do ano neste início de semana. O fenômeno, que ocorre anualmente no mês de março, poderá ser registrado na madrugada deste domingo, às 00h28, e de segunda para terça-feira, à 1h. A previsão para 2008 é a de que a maré atinja o ponto máximo de 3.7 metros à noite e de até 3.5 metros durante o dia.
A cheia dos rios, nessa época do ano, é um acontecimento natural. No entanto, a situação pode sair da normalidade dependendo dos índices de chuva previstos para esses dias, o que deve ocasionar alagamentos em algumas áreas da cidade. Segundo José Raimundo Abreu, diretor do Instituto de Meteorologia do Pará, o tempo estará nas condições de encoberto/nublado e com muita chuva.
De acordo com o monitoramento do Inmet, ainda assim, o nível da maré, esse ano, terá 10 centímetros a menos do que o atingido em 2007. O que pode agravar a situação é o acúmulo de lixo nos bueiros e canais por onde a água em excesso deveria escoar. O fenômeno está relacionado à força gravitacional da lua e do sol sobre a Terra.


Áreas protegidas sem fiscalização

AMAZÔNIA Unidades de conservação são alvos fáceis para grileiros, aponta estudo de ONG


Amazônia Legal brasileira, composta por nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Roraima), já conta com mais de 2,1 milhões de quilômetros quadrados de áreas protegidas, em 301 unidades de conservação e 307 terras indígenas, mas a fiscalização ainda é muito deficiente. Sem fiscais, os quase 42% da Amazônia protegidos viram alvo fácil para grileiros de terra, madeireiras ilegais e movimentos de trabalhadores rurais sem-terra.
Estudo inédito do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) intitulado “Áreas protegidas na Amazônia: Oportunidades para conservação e uso sustentável”, assinado pelos pesquisadores Adalberto Veríssimo e Maria Beatriz Nogueira Ribeiro, aponta os avanços na implantação de unidades de conservação na Amazônia, ressaltando, porém, as falhas ainda existentes para se fiscalizar esse território continental.

INSUFICIENTE - O caso do Pará, segundo maior estado da federação, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados, é exemplar: o estado tem 55% de seu território protegido por unidades de conservação e terras indígenas, mas o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Funai (Fundação Nacional do Índio), não contam sequer com 100 fiscais.
“ Em Belém temos apenas 30 fiscais. É insuficiente”, disse o superintendente do Ibama no Pará, Aníbal Picanço.
O estudo do Imazon constatou ainda a existência de 34.049 quilômetros quadrados de áreas quilombolas, áreas pertencentes às Forças Armadas e Reservas Particulares de Proteção da Natureza que, somadas, representam menos de 1% da Amazônia Legal. As 301 unidades de conservação somam 1.076.283 quilômetros quadrados ou 21,1% da Amazônia Legal. Do total, há 196 unidades de conservação de uso sustentável e outras 105 reservas de proteção integral.
“ A área ocupada por unidades de conservação estaduais correspondia a 53% da área total dessas unidades, enquanto as federais somavam 47%, destaca Adalberto Veríssimo. Segundo o pesquisador, as terras indígenas homologadas e declaradas na Amazônia somam 307 e totalizam 1.041.551 quilômetros quadrados, ou 20,5% do território da Amazônia Legal.

Pará tem 55% de seu território protegido

BELÉM-PA (AG) - O Amazonas abrigava, até 2006, a maior extensão de áreas protegidas na Amazônia brasileira, somando cerca de 693.000 quilômetros quadrados. Em seguida vinha o Pará, com 685.000 quilômetros. Em relação à proporção do território, o destaque foi Amapá, com 72%, seu território protegido, seguido por Pará, com 55%, e Roraima 54%. Mato Grosso tem a menor proporção de áreas protegidas: 19% de seu território.
Adalberto Veríssimo e Maria Beatriz Ribeiro ressaltam no estudo que, embora a criação de unidades de conservação seja um passo importante para a preservação da Floresta Amazônica, apenas a assinatura do decreto oficial não garante a proteção efetiva dessas áreas.
“ Menos de 10% das 301 unidades de conservação da Amazônia possuem conselho consultivo e, em alguns casos, conselho deliberativo, como no caso das reservas extrativistas, como requer a lei”, afirmam os pesquisadores do Imazon.
Além disso, ressaltam, tem aumentado o desmatamento, a abertura de estradas ilegais e a exploração predatória de madeira nas áreas protegidas. Esse desmatamento é mais expressivo nas Áreas de Proteção Ambiental, unidades de conservação de uso sustentável onde são permitidas propriedades privadas e que são as maiores responsáveis pelo desmatamento nas unidades de conservação na Amazônia. Em 2005, o desmatamento em seu interior já atingia, segundo Veríssimo, mais de 13.500 quilômetros quadrados, enquanto no restante das unidades de uso sustentável o desmatamento total atingia cerca de 9.300 quilômetros quadrados.

CRÍTICAS - Entre os estados da Amazônia Legal, o estudo do Imazon a aponta situações mais críticas em Rondônia e Maranhão. Em Rondônia, as áreas protegidas estão ameaçadas pelo avanço do desmatamento ilegal e pela exploração predatória dos recursos florestais. Em 2004, o desmatamento já havia atingido 6,3% da área total ocupada pelas áreas protegidas, enquanto no resto da Amazônia a média era apenas 1,7%. Em algumas áreas protegidas, o desmatamento já atingia até 68% de reserva, e o problema era particularmente mais grave nas unidades de conservação estaduais.
Veríssimo reconhece, porém, que apesar do avanço do desmatamento em algumas áreas protegidas, a maioria dessas áreas apresenta bom estado de conservação e integridade se comparadas às florestas não protegidas. (BELÉM-PA - AG)


Uribe enfrenta seu maior desafio

COLÔMBIA Crise com o Equador no caso Farc pode comprometer planos de um terceiro mandato


Apoiado pela maioria dos colombianos, duramente criticado por alguns pelo estilo centralizador e pela inflexibilidade, o presidente Alvaro Uribe enfrenta agora seu maior desafio à frente do país. Com popularidade em torno dos 80%, foi eleito e reeleito prometendo derrotar a guerrilha. Curiosamente, seu principal sucesso até agora — a morte de Raúl Reyes, o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na selva equatoriana — deflagrou a maior crise que já enfrentou e que pode comprometer planos de um terceiro mandato.
Político de direita, Uribe conquistou o apoio dos colombianos com uma ofensiva contra a guerrilha, num país cansado de seqüestros e confrontos. Apesar da morte de figuras importantes das Farc, como o próprio Reyes e Ivan Ríos, nos últimos dias, centenas de pessoas continuam reféns na selva e o conflito já extrapola as fronteiras. Muitos vêem nisso uma obsessão, já que seu pai foi assassinado pela guerrilha em 1983, em Antioquia.
“ A intenção não era atacar o Equador, mas pegar o guerrilheiro. O erro foi não comunicar Quito”, diz Marco Romero, professor . “Foi uma decisão unilateral. Ele deu prioridade à captura, ao resultado. É um governo obcecado com a captura dos líderes das Farc.”
Uma das críticas é que Uribe teria sido mais benevolente com os paramilitares e adotado uma linha-dura contra a guerrilha. Essa diferença de tratamento teria gerado divisões também na sociedade colombiana, daí a realização de duas marchas recentemente: uma em solidariedade as vítimas das Farc e outra, na quinta-feira, para as vítimas dos paramilitares.
Para o colunista do “El Tiempo” Francisco Leal Buitrago, a polarização foi uma das ferramentas usadas por Uribe para garantir sua popularidade, lançando mão de um discurso de que “quem não está a favor dele, está contra a pátria”. Além disso, acha que seu estilo personalista de governar não ajuda ao fortalecimento dos muitos partidos que surgiram após o fim do bipartidarismo, no início da década.
“ Seu estilo caudilista não dá possibilidade de os partidos se fortalecerem, tira força deles, das instituições. É um estilo ‘as instituições são o presidente’”, comenta Leal, que critica ainda um descaso com as relações internacionais.


Trânsito de Belém está perto do nó

CAOS Daqui a dois anos, locomover-se de carro pelas ruas da cidade tornar-se-á impraticável

O colapso no trânsito de Belém aproxima-se a passos largos e, caso o poder público não intervenha urgentemente para minimizar o problema, a expectativa é que esse processo seja antecipado em pelo menos dois anos antes de 2012, como previam simulações feitas pelo Plano Diretor de Transportes Urbanos de Belém (PDTU), iniciado em 2000 e concluído com o Projeto Via Metrópole em 2003. Hoje o colapso já atingiu 70% da sua cota. Daqui a dois anos, em 2010, locomover-se, através de veículos em Belém, deve ficar impraticável.
A previsão foi feita através de simulações onde foram analisadas demandas futuras projetadas para 2012 e de que maneira o sistema absorveria essa demanda crescente caso medidas não fossem tomadas no que se refere à racionalização do sistema de transporte, quanto à implantação de outras alternativas viárias. O projeto Via Metrópole, elaborado em parceria com a Agência de Cooperação Técnica do Japão (Jica), foi concebido em 1990 e fez projeções até o ano 2000. Os dados foram atualizados em 2002 e projetados até 2012.
Paulo Ribeiro, arquiteto e urbanista, que atuou na elaboração do PDTU, iniciado em 2001, afirma que a simulação mostra que caso tudo permaneça como está, nos horários de pico a situação tornar-se-á bastante grave no corredor da Almirante Barroso. “Nesse pico o congestionamento ocorreria da avenida Dr. Freitas até a rodovia Mário Covas a uma velocidade média de cinco quilômetros por hora. A projeção seria de cerca de sete quilômetros de engarrafamento”, calcula.
Essa situação, segundo ele, penalizaria principalmente o usuário do transporte público que não tem condições de sair do corredor de tráfego. “Nessa simulação, o tempo médio para sair de Icoaraci até chegar a Belém seria de duas horas e meia”.
O mais preocupante, diz o especialista, é que hoje o congestionamento entre a Júlio César e o Entroncamento e deste até um ponto médio da Mário Covas, já é uma realidade, faltando ainda quatro anos para que, teoricamente, esse colapso ocorra. “Na minha concepção esse estrangulamento já existe. Basta olhar a situação diária na Almirante Barroso”, coloca.

SIMULAÇÕES
- Entre as explicações para essa antecipação da previsão do colapso, diz Paulo, está o crescimento vertiginoso da frota privada em circulação na cidade, em razão das facilidades de financiamento para aquisição de veículos. “O que falamos até agora são simulações. Ocorre que esse estudo é de cinco anos atrás. A situação hoje pode ser bem pior, pois o número de carros nas ruas aumentou e, efetivamente, não foi criada nenhuma política de melhoria no sistema de transporte público”, coloca.

Vias principais estão no limite da capacidade

Paulo Ribeiro, arquiteto e urbanista, explica que a situação crítica é toda a demanda originada na área de expansão da cidade na Região Metropolitana de Belém (RMB), a partir do Entroncamento tanto nos eixos da Augusto Montenegro quanto da BR-316 em direção ao centro, local que concentra a maior área de comércio e serviços da cidade. “De manhã cedo todos precisam rumar para o centro, bem como voltar para casa após as 18h. Ocorre que temos apenas seis faixas de rolamento que promovem essa ligação entre a grande periferia residencial e o centro na primeira légua patrimonial: quatro na Almirante Barroso e duas na avenida Pedro Álvares Cabral. Todas estão no seu limite de capacidade, seja no sentido bairro-centro, como no sentido centro-bairro”, diz.
Segundo Ribeiro, 15% do total de domicílios motorizados, 34% do total de empregos da RMB estão localizados na primeira légua patrimonial, que compreende as zonas do Guamá, Marco, Sacramenta e Centro, que englobam mais de 20 bairros no total. “O volume de deslocamento que sai de cada uma dessas regiões só vem crescendo nos últimos anos. Só na Almirante Barroso temos cerca de 60 linhas de ônibus. Considerando o volume de tráfego existente hoje, os corredores da Dr. Freitas até a Mário Covas estarão 100% saturados dentro de muito pouco tempo”, constata.
Para resolver o problema basta que seja colocado em prática o projeto Via Metrópole, finalizado em 2003, que prevê principalmente a racionalização do sistema de transporte público. “Hoje todas as linhas que saem da periferia precisam vir ao centro, já que o sistema não é integrado. Essas linhas saem lotadas da periferia e os passageiros começam a descer a partir do Entroncamento e São Brás. Quando chega ao centro a ocupação é cerca de 20%, mas o volume de veículos trafegando é enorme”, coloca.

Prioridades precisam sair do papel

Paulo Ribeiro conta que em 2003, quando o Via Metrópole foi finalizado, o volume de ônibus trafegando no centro de Belém chegava a 520 veículos por hora. Na Almirante Barroso, entre Júlio César e Entroncamento, o volume era de 570 ônibus/hora, só num sentido. “Imagine a situação como está hoje”, diz.
Por outro lado, existe a necessidade da mudança da concepção operacional do sistema de transporte, criando corredores de maior capacidade, vias exclusivas para ônibus de maior capacidade, além de terminais de integração. Isso faz com com que nem todas as linhas venham até o centro, mas as que cheguem sejam maiores, conectadas através dos terminais. Por outro lado, ele cita que algumas vias precisam ser ampliadas e prolongadas.
“ Nessa área há um projeto que considero prioritário: a segunda etapa da avenida Independência, entre Augusto Montenegro e a Júlio César, e a conexão dela com o binário da Pedro Álvares Cabral e Senador Lemos. Isso dará conta de toda uma demanda que é gerada na Cidade Nova e que vem para o centro. Outra obra fundamental é o prolongamento da avenida João Paulo II até a rodovia Mário Covas”.

Prefeitura e governo atuam isoladamente

O DIÁRIO procurou representantes das administrações municipal e estadual para repercutir de que maneira cada um vem trabalhando para resolver o grave problema do caos no trânsito em Belém. A realidade é que tanto prefeitura como governo estão atuando de maneira isolada, procurando resolver problemas mais urgentes, pontualmente, tendo em vista que os recursos para desenvolver projetos do porte do Via Metrópole, mesmo que em parceria, ainda são bastante escassos.
Ana Cláudia Cardoso, secretária adjunta da Secretaria de Governo (Segov), diz que este ano a previsão é que sejam aplicados, pelo menos, R$ 30 milhões e várias ações isoladas em vias da RMB. “Pelos nossos cálculos precisamos de, pelo menos, mais R$ 364 milhões para aplicar nos próximos dois anos em outros projetos. Estamos tentando captar esses recursos em instituições de fomento como o BID e BNDES para iniciar as obras já em 2009. Ocorre que esse processo é demorado”, antecipa.
Ela lembra que no 1º semestre do ano passado, a Secretaria de Transportes (Setran) iniciou os debates para retomar o projeto Via Metrópole. “Recentemente ampliamos a discussão procurando ouvir outras secretarias como a Sedurb, Secult, Cohab e até a Paratur para que possamos ter uma avaliação mais abrangente desse projeto, priorizando a visão de desenvolvimento urbano integrada”, conta.
Ana Cláudia diz que o Via Metrópole não envolve apenas obras físicas, mas também um complexo arranjo institucional que envolve os cinco municípios da RMB e o governo do Estado. “Precisamos criar um Conselho Metropolitano para gerir o projeto. Além disso, não vamos gerir o Via Metrópole como ele foi concebido e estamos na expectativa da aprovação de uma lei federal que regulará a mobilidade urbana e a concessão de rotas de transporte”.

Mobilidade é um dos critérios da Fifa

Entre as prioridades de execução do projeto está a reforma dos principais corredores de tráfego da capital: Almirante Barroso, Augusto Montenegro e BR-316, que irão receber faixas exclusivas. “Na Almirante Barroso, por exemplo, serão criados corredores laterais. Isso significa que os ônibus terão que ter portas nos dois lados, o que levaria a um investimento grande na reforma da frota”, afirma Ana Cláudia, da Segov. Apenas para a reforma desses corredores a previsão de gasto é na ordem de R$ 148 milhões.
A adjunta da Segov lembra que Belém esta cotada para ser uma das sub-sedes da Copa de 2014 e um dos critérios da Fifa para a escolha é justamente a mobilidade das cidades. “Por essa razão vamos procurar acelerar essas obras para reduzir o sufoco da população e, ao mesmo tempo, não prejudicar a candidatura do Pará”, coloca.
João Renato Aguiar, diretor de Trânsito da CTBel, diz que Belém está “prensada” entre a baía do Guajará e o município de Ananindeua. “Não há para onde crescer. Nossas vias são antigas e estreitas e qualquer tentativa de alargá-las passa por um processo de desapropriações que custa caro. O projeto precisa ser macro e multi-disciplinar”, coloca.
Ele diz que o projeto de prolongamento da avenida João Paulo II até a Alça Viária, que está ainda na sua fase inicial, será fundamental. “Além disso, temos o projeto do binário da Senador Lemos com a Pedro Álvares Cabral, estamos realizando o alargamento da Marquês de Herval, que ficará semelhante à nova Duque; e estamos iniciando estudos para o prolongamento da Estada da Ceasa”.
Ele cita ainda o projeto de revitalização da avenida 25 de Setembro, que ele garante que sairá do papel em 2009. “O bem-estar público deve prevalecer sobre o bem-estar individual e o projeto será executado”, coloca.


Beleza que vem do Sal

MISS PARÁ Representante de Salinópolis garante o direito de disputar o título de Miss Brasil, em abril

Bruna Pontes, representantes de Salinópolis, foi a escolhida entre 31 candidatas ao Miss Pará 2008, na madrugada do último sábado (8), na sede campestre da Assembléia Paraense. “Foi uma surpresa muito grande receber o título de Miss Pará, é uma sensação indescritível, a realização de um sonho. Quero agradecer a todos que me ajudaram”, disse a vencedora.
Bruna, 20 anos, recebeu a faixa das mãos de Naiane Alves, a Miss Pará 2007, e a coroa das mãos de Natália Guimarães, a Miss Brasil 2007. Ela também foi premiada com um carro Ford Fiesta zero km, ofertado pela Fênix Automóveis; um guarda-roupa estimado em R$ 20 mil; e ainda vai representar o Pará no Miss Brasil 2008, que será realizado em São Paulo e terá transmissão ao vivo pela RBA. “
“ A batalha foi muito grande, me preparei bastante e agora vou chegar no Miss Brasil com sangue nortista para trazer o título ao Pará”, disse Bruna, confiante.
A noite teve um clima muito especial, místico, com o muiraquitã - um símbolo amazônico que atrai sorte para quem o usa como amuleto -, sendo homenageado na abertura do evento, quando as candidatas usaram trajes típicos. Os vestidos eram de juta, com o muiraquitã pintado nas mais diversas maneiras e bordados com sementes e pedras, no estilo “tomara-que-caia”.
Em seguida, elas desfilaram com o trajes de banho: cada candidata usou um modelo exclusivo de biquíni - é nesse momento que a beleza plástica é analisada. No traje de gala o que conta é a elegância: muitas cores, brilhos e tecidos finos compunham os vestidos longos.
Os municípios de Ananindeua e Curionópolis também conseguiram eleger suas misses. Nathália Leite e Luana da Silva foram, respectivamente, segundo e terceiro lugares.
“Essa experiência acrescentou muito na minha vida. E eu já esperava a vitória da Bruna. Ela se esforçou muito e mereceu o título”, disse Aline Oliveira, representante do município de Castanhal.
BASTIDORES – Muito nervosismo e ansiedade acompanhavam as misses minutos antes do início do desfile. Algumas tentavam relaxar cantando, conversando, enquanto outras não paravam de se preocupar com a roupa, maquiagem e cabelo.
As torcidas, que fizeram uma produção enorme, com cartazes, faixas e camisas, não paravam de gritar, o que deixava as candidatas ainda mais ansiosas.
Porém, o momento mais difícil foi esperar o resultado das eliminatórias. Das 31 candidatas, apenas 12 foram escolhidas. Em seguida, saíram seis, que desfilaram de maiô.
“ Escolhi a estampa de bicho porque nesse momento elas precisam ser guerreiras. É importante nessa etapa despertar o lado felino dessas meninas”, disse Herculano Silva.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

CONCURSOS

Prefeitura de Belém fará seleção

A Prefeitura de Belém está com as inscrições abertas para o concurso público, que visa preencher 119 de vagas de nível superior na Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira. Os vencimentos chegam a R$ 2.464,00. O prazo de inscrições será até o dia 14 de março, somente pela internet, no site da Unama (www.unama.br), organizadora do certame. O pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 60, pode ser efetuado em qualquer agência bancária. Serão aplicadas provas objetivas, para todos os cargos, e prova discursiva para quem pretende as vagas de pedagogo e de professor de nível superior; para estes haverá ainda avaliação de títulos. A previsão é que a prova seja realizada no dia 30 de março, em locais e horários a serem divulgados posteriormente.

Marituba encerra prazo hoje

A Prefeitura de Marituba encerra hoje as inscrições para o concurso público, que oferece 2.299 vagas para cargos em todos os níveis de escolaridade, com vencimentos que podem chegar a R$ 4 mil. Para participar basta acessar o site www.esamaz.com.br, organizador do certame. Quem não tiver acesso, pode comparecer a base de apoio localizada à rua Raimundo Barbosa Santana, s/n, no Centro. Lá estão disponibilizados terminais com acesso a internet. O pagamento da taxa, no valor que vai de R$ 35 a R$ 70, deve ser feito através de boleto bancário, logo após o preenchimento do requerimento. A avaliação do certame consistirá de provas escritas, para todos os concorrentes e aferição de tempo de serviço/títulos (para os servidores estáveis do município, ou seja, aqueles que foram admitidos até 5 de outubro de 1983, e permanecem vinculados ao quadro pessoal de forma ininterrupta) e aferição de títulos para os profissionais do magistério (níveis médio e superior) e demais cargos (nível superior). Os candidatos a operador de máquinas pesadas ainda serão submetidos a uma prova prática. Todos os participantes serão avaliados no dia 16 de março, das 8 às 12 horas. O exame escrito abordará questões sobre Português, Matemática e Conhecimentos Específicos.

Liberado edital de Jacundá

A Prefeitura de Jacundá publicou edital do concurso público para o preenchimento de 272 vagas em cargos, que vão desde agentes de serviços urbanos até professores, advogados e médicos. Os salários variam de R$ 402 a R$ 6.360. Os interessados deverão se inscrever até o dia 7 de março, no Lions Club de Jacundá. As provas do certame serão coordenadas pela Fibra, organizadora do certame.

INSS já tem 668,9 mil inscritos

A partir do dia 5 ou 6 de março, o Cespe-UnB, organizador do concurso para 2 mil vagas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), enviará, por via postal ou e-mail, o informativo referente à prova objetiva, primeira etapa da seleção. O documento conterá o local e o horário do exame, marcado para 16 de março. Segundo o INSS, a parcial é de 668.965 inscritos, sendo 561.093 para técnico e 107.872 para analista. A distribuição por estado será divulgada nos próximos dias pelo Cespe/UnB. O exame terá 150 questões, e será aplicado pela manhã para os candidatos a analista e à tarde para os concorrentes a técnico. Concorrentes a analista do seguro social com formação em Direito serão submetidos a 70 questões sobre conhecimentos básicos e 80 de específicos. A distribuição será diferente para os demais cargos: 50 itens de conhecimentos básicos, 30 de complementares e 70 de específicos. Os candidatos devem responder às questões julgando-as 'certas' ou 'erradas'. Já a pontuação final no exame será obtida subtraindo-se o número de questões corretamente julgadas pelo quantitativo de itens erradamente respondidos. Questões deixadas em branco não serão consideradas para efeito de pontuação. Com isso, um candidato que obtiver 80 acertos terá um total de dez pontos caso tenha respondido erradamente os 70 itens restantes. Caso tenha os deixado em branco, terá os 80 pontos.

Sai lista de aprovados do MPT

Saiu o resultado dos recursos interpostos contra o gabarito preliminar das provas objetivas do concurso público do Ministério Público do Trabalho (MPT). A prova teve a questão de número 89 anulada, sendo o ponto atribuído a todos os candidatos. A lista de aprovados nesta primeira etapa já encontra-se disponível. O candidato que desejar interpor recurso contra o resultado, terá até a próxima terça-feira para protocolá-lo em uma das Procuradorias Regionais nos Estados e no Distrito Federal, porém, somente em caso de erro material na atribuição de pontos, não sendo permitido o reexame do gabarito oficial. Os classificados na prova objetiva estão sendo convocados para a realização das provas discursivas e práticas, que serão aplicadas nos dias 9 e 16 de março, respectivamente. Os locais serão informados posteriormente. A seleção preencherá 132 vagas de procurador do trabalho, cuja remuneração inicial é de R$ 21.505,00.

SEDUC - Vagas são para níveis médio e fundamental



A Secretaria de Estado de Administração (Sead) anunciou para 11 de maio a realização das provas para os cargos de níveis médio e fundamental do concurso público C-130, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Todas as inscrições já efetivadas continuam valendo, sem nenhum custo adicional para os candidatos. Ainda não foi definida a instituição que vai elaborar a prova.
O concurso C-130 oferece 2.241 vagas de nível médio e 3.680 de nível fundamental. Ao todo, 112.431 candidatos disputam as vagas, sendo 62.004 para o nível médio e 50.427 para o fundamental.
Para a titular da Sead, Maria Aparecida Cavalcante, a decisão de adiar as provas é necessária para uma reavaliação de todo o processo de organização e realização do concurso, para garantir a credibilidade e transparência priorizadas pelo governo do Estado.
Já o concurso C-126, também da Seduc, mas para cargos de nível superior, foi anulado pela Sead. Depois dessa decisão, as salas de aulas de alguns cursinhos preparatórios amanheceram praticamente vazias. “Houve um esvaziamento nas salas, assim que os alunos souberam da notícia. Em uma turma de 40 alunos, apareceram somente 15, disse Ana Cláudia Garcia, coordenadora pedagógica do curso.
Os candidatos que já estavam se preparando há mais de um mês para a prova, terão que esperar a nova data a ser definida. Para o ‘concurseiro’ Ricardo Nunes, 20 anos, a anulação da prova já era esperada. “Já imaginava que isso fosse acontecer, mas apesar de tudo, acho que é um desrespeito com os alunos. Nós abrimos mão de muitas coisas para nos dedicarmos a esse concurso. Acho que deveria haver uma fiscalização mais rigorosa da instituição que organizou o concurso”, declarou.
O cancelamento da prova também confundiu a cabeça de alguns candidatos. “Fiquei totalmente confusa. Já estava me sentindo preparada para fazer essa prova e agora já nem sei quando vou fazer. Me sinto prejudicada, pois acho que essa desorganização nos faz perder o ânimo”, disse uma candidata.
Apesar dos problemas, a coordenadora do curso afirmou que as aulas irão continuar normalmente. “A principal perda é a motivação dos nossos alunos, mas vamos continuar com aulas, investindo para que eles não percam o foco”, finalizou Ana Claudia.
A Sead informou que as inscrições continuam válidas sem nenhum custo adicional. A nova data do concurso C-126 ainda não foi divulgada.

CONSEPE

UFPA define destino de vagas

A forma de preenchimento das mais de 500 vagas que sobraram no Processo Seletivo 2008 da Universidade Federal do Pará deve ser definida hoje. O pró-reitor de Ensino de Graduação, Licurgo Peixoto Brito, vai comunicar oficialmente ao Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), que se reúne na manhã de hoje, sobre a sobra de vagas. O Consepe é a entidade responsável pela questão.
Segundo Peixoto, em geral a destinação prevista para as vagas, pelo Regulamento de Ensino de Graduação, é o processo de mobilidade acadêmica, mais conhecido como vestibulinho. “Quando são poucas as vagas, encaminhamos ao ‘vestibulinho’. No entanto, como são 542 vagas, a situação deve ser discutida pelo Consepe, que definirá a forma mais adequada para preenchimento das mesmas”, comenta o pró-reitor.
Em Belém sobraram 60 vagas, mas há municípios como Altamira, em que apenas 30% das vagas ofertadas foram preenchidas, ou seja, os alunos foram eliminados do processo por não alcançarem a pontuação mínima das provas.

PRESOS COLONOS ALICIADORES

SEMEADORES DA DISCÓRDIA

Quatro homens foram detidos, acusados de ter provocado todo o conflito envolvendo índios e colonos em garrafão do Norte

A Polícia Federal encerrou ontem o conflito entre indígenas e colonos na vila do Livramento, zona rural distante cerca de 25 km da aldeia Itahu, do Alto Rio Guamá, na cidade de Garrafão do Norte, nordeste do Estado. O conflito vinha ocorrendo desde o dia 17. Cerca de 20 índios foram feitos reféns de colonos que não querem deixar a reserva indígena demarcada pelo governo federal desde 1945.
A polícia identificou a situação como fato de conotação política liderada pelo ex-vereador Manuel Evilácio Costa, preso em flagrante na manhã de ontem, acusado de causar todo o conflito.
Segundo a polícia, Evilácio tinha pretensões políticas entre os moradores da localidade de Livramento para o próximo pleito eleitoral.
Os acusados de manter reféns o índio Beto Tembé, 28 anos, e o auxiliar de Enfermagem Geraldo Farias de Souza, 31 anos, chegaram a Belém ontem no final da tarde escoltados por policiais e foram apresentados pelo delegado Gustavo Ciminelli, comandante da operação em Garrafão do Norte.
A Polícia Federal apresentou os acusados em coletiva à Imprensa ontem no fim da tarde. O delegado Maurício Gil Castelo Branco, superintendente da Polícia Federal, informou que todo o grupo foi autuado em flagrante e será indiciado inicialmente por cárcere privado e formação de quadrilha. Após os depoimentos, serão encaminhados para o sistema penitenciário do Pará.
O grupo manteve reféns os índios tembés da aldeia Itahu, do Alto Rio Guamá, de domingo até ontem pela manhã, quando foram presos. Cerca de 120 homens das polícias Federal, Civil e Militar participaram da operação.
Os acusados são quatro homens identificados. Além de Manuel Evilácio Costa, de 48 anos, foram presos João Batista Costa, 66 anos, Pedro dos Santos Costa, 64 anos, e Josimar de Jesus Leite Costa, 31 anos, e levados para a sede da Polícia Federal, onde prestaram depoimento. João, Pedro e Josimar são maranheneses, membros da mesma família. O líder do cativeiro era o cearense Evilácio.
As vítimas Geraldo Faria de Souza, 31 anos, auxiliar de enfermagem, e o índio Beto Tembé, de 28 anos, filho do cacique Joca Tembé, também foram conduzidos à sede da Polícia Federal para prestar depoimento e depois foram encaminhados para atendimento médico.
O delegado Gustavo Ciminelli afirmou que eles estavam abatidos fisicamente e abalados emocionalmente. Durante o período que permaneceram em cativeiro, eles não foram maltratados, mas foram mantidos em liberdade vigiada, sendo impedidos de sair da casa onde ficaram na vila de Livramento enquanto durou o conflito. Segundo o MP, há indícios de que até mesmo as crianças foram ameaçadas. O Ministério Público Federal e a PF também investigam a violência contra a equipe de reportagem de uma emissora de televisão, que foi impedida de trabalhar ou se locomover quando chegou para acompanhar os fatos na última quarta-feira. A polícia permanece na área em busca de outros envolvidos nos crimes.

Reserva será desocupada

O delegado Maurício Castelo Branco informou que a situação criada por Evilácio em Garrafão do Norte demonstra claras intenções políticas dele com relação à região onde houve o conflito.
Segundo ele, toda a situação poderia ser evitada se não fossem os planos de Evilácio de chamar a atenção.
Branco informou que não adianta ninguém tentar invadir a área, pois é uma reserva indígena garantida por decreto federal homologado desde 1993, e garantiu que qualquer tentativa de re-ocupação será desarticulada pela polícia.
O conflito na região começou no domingo, quando cerca de 20 índios foram mantidos reféns na reserva localizada no Alto Rio Guamá. Ali, cerca de 300 pessoas, que seriam colonos, impediram que três famílias indígenas saíssem da aldeia Itahu. O conflito foi aumentando e o número de pessoas envolvidas chegou a quase 2 mil.
Os índios foram libertados na quarta-feira, mas o grupo manteve reféns o índio Beto Tembé e o auxiliar de enfermagem Geraldo Souza, funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), instalando o clima de tensão na aldeia, pois os índios tomaram colonos para também fazê-los reféns. Para acabar com o conflito, os policiais federais chegaram ao local ao amanhecer e libertaram os reféns.
A ação foi pacífica e nenhum confronto foi registrado. O conflito foi ocasionado pela disputa dos colonos, que reivindicam a posse da terra onde fica localizada a aldeia Itahu.

LEÃO VENCE E ENTRA DE VEZ NO CAMPEONATO - Vitoria de 2 a O



Esqueçam o passado e avisem à concorrência: o Remo deu sinais de que entrou no páreo pelo bicampeonato estadual. Com altos e baixos, o time azulino venceu ontem à noite o São Raimundo no Mangueirão, por 2 a 0, em partida válida pela terceira rodada da Taça Cidade de Belém, primeiro turno do Campeonato Paraense. A reabilitação após duas rodadas com derrotas para Pedreira e Tiradentes serviu para o Bagé e cia. prometerem a ressurreição no torneio.
O Remo não começou bem, mas marcou o primeiro gol aos 8 minutos com o zagueiro prata da casa Da Silva, que testou perfeito em cobrança de escanteio de Everton. Mas, em vez de crescer no jogo, o Leão permitiu o crescimento da Pantera, que teve ótimas chances com Clésio Macapá e Róbson, mas Adriano salvou. Um outro lance de perigo saiu aos 16 minutos com Neto, que se aproveitou de uma falha de Castiano e obrigou o goleiro azulino a outra intervenção difícil.
Num dos poucos bons momentos, os azulinos tiveram um pênalti sofrido sobre Marcelo Maciel aos 29 minutos, mas o árbitro Benedito Pinto da Silva ignorou. Com a expulsão do volante Zé Luís aos 35 minutos ao receber o segundo cartão amarelo, Bagé teve que sacrificar um homem do ataque – Garrinchinha - para recompor a contenção. A medida, no entanto, não livrou a equipe de sofrer pressão do rival, que teve algumas oportunidades desperdiçadas. Nos contragolpes, o atual campeão paraense quase aumentou a diferença com Lenilson, o melhor em campo, mas Tyronne evitou.

BARCO AFUNDA NO AMAZONAS



Barco afunda e mata 13 no Amazonas

NAUFRÁGIO Maioria dos passageiros era de paraenses que estavam indo de Alenquer para Manaus

O barco Almirante Monteiro, que saiu do porto de Alenquer com destino a Manaus, às 18h de segunda-feira, afundou na madrugada de ontem, em frente ao Paraná da Eva, município de Itacoatiara, no Estado do Amazonas, depois de colidir com uma balsa que teria avançado a mão e continuado a viagem rio abaixo, sem prestar socorroà embarcação atingida.
Até o fim da tarde de ontem, 13 corpos haviam sido resgatados e outras 10 pessoas continuavam desaparecidas, segundo informou o coronel Antonio Dias dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas. Entre as vítimas estão quatro crianças, sendo duas meninas e dois meninos.
O acidente provocou grande aflição aos moradores de Alenquer que tinham parentes e amigos viajando na embarcação. Logo após o naufrágio, o despachante do barco em Alenquer foi comunicado por meio de telefonemas de passageiros. Durante todo o dia a cidade esteve tensa à espera de informações sobre as vítimas. A confirmação da morte da mãe e dois filhos, que estavam em um camarote, chegou no meio da tarde, provocando dor e desespero a uma das famílias que tinha parentes no barco.
O barco, de ferro, pertence a um empresário que mora em Manaus e fazia viagem entre Alenquer e a capital amazonense há vários meses. Ele estava alugado para o empresário de nome Rodrigues Alves, que também reside na capital do Amazonas. O comandante da embarcação, Lindomar Farias Ferreira, que trouxe o barco para Alenquer e ficou na cidade para assumir o comando de outra embarcação do mesmo dono, disse ao repórter Frank de Oliveira que a lista de passageiros era feita durante a viagem.
Conforme informações divulgadas ontem à tarde, a Capitania dos Portos de Manaus conseguiu encontrar o comandante da embarcação naufragada. Ele teria dito que o barco saiu de Alenquer com 70 passageiros e 12 tripulantes. Ao longo do percurso, houve embarques e desembarques. A estimativa é de que, no momento do acidente, cerca de 110 pessoas estavam no Almirante Monteiro.

Inquérito vai apurar as causas do naufrágio

Segundo o coronel Antonio Dias, do Corpo de Bombeiros, 92 pessoas tinham sido resgatadas com vida. Cerca de 20 vítimas ainda não tinham sido localizadas até a tarde de ontem. Os corpos estavam sendo levados, da comunidade Novo Remanso, para o IML de Manaus, enquanto os que foram resgatados permaneciam em uma igreja de Itacoatiara. A assessoria de imprensa da Capitania dos Portos informou que um navio fluvial, uma lancha e um helicóptero participaram das buscas às vítimas. Ainda de acordo com a assessoria, o barco Almirante Monteiro tem capacidade para 165 passageiros.

APURAÇÃO - O comando da Delegacia Fluvial de Santarém confirmou na manhã de ontem a abertura de inquérito para apurar as causas do naufrágio do barco a motor Almirante Monteiro, pela Capitania dos Portos Amazônia Ocidental. De acordo com o comandante, Evandro Sousa, no momento do acidente, um barco que estava passando no local e uma lancha da Polícia Civil, conseguiram socorrer aproximadamente 70 pessoas. “A embarcação não é inscrita na Delegacia Fluvial de Santarém, portanto não passou por nenhum tipo de fiscalização antes de seguir viagem”, disse o militar.
O comandante também informou que a balsa que se envolveu no acidente ainda não foi identificada porque minutos depois ela se evadiu do local, mas a Capitania dos Portos em Manaus, juntamente com as Agências Fluviais de Itacoatiara e Parintins, além da Delegacia de Santarém, estão trabalhando com o objetivo de identificar quem é o proprietário da balsa. (Com informações de Manoel Cardoso e Frank de Oliveira, de Alenquer).