Festejar a Páscoa deve sair mais caro para o consumidor paraense. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos), do ovo de chocolate até o pescado do tradicional almoço, tudo está mais caro em relação ao ano passado.
Em relação ao peixe, a trajetória de preços mostra uma queda de vários tipos na segunda quinzena de março. Mas as reduções são insuficientes para fazer frente aos aumentos expressivos da primeira quinzena do mês. No primeiro trimestre, a maioria dos produtos teve crescimento de preço com reajustes que variam entre 15% a 25%.
Nos mercados municipais da Grande Belém os peixes como filhote e a pescada amarela estão sendo vendidos entre R$ 10 e R$ 13.
Outros produtos bastante procurados na época são o bacalhau, o pirarucu, o caranguejo e o camarão. Porém o bacalhau foi o único a apresentar ligeiro recuo no preço. O quilo do bacalhau do Porto pode ser encontrado a R$ 46,62, uma queda de 1,19% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o bacalhau tipo Saiht, não apresentou recuo de preço e está sendo comercializado em média nos Supermercados a R$ 26,54 portanto está 15,39% mais caro que no mesmo período do ano passado. O problema é que para preparar este delicioso prato os ingredientes como batata e azeite de oliva também sofreram reajustes nos preços.
Outra opção de almoço é o camarão. O tipo regional, que está 4,38% mais caro que no ano passado, pode ser encontrado entre R$ 9,67, nos mercados, e R$ 17,64 nos supermercados. Já o camarão rosa custa em média R$ 36,50 o quilo, mais caro 1,96% que no mesmo período do ano passado.
O caranguejo também é uma opção bastante concorrida, nas Feiras e Mercados a unidade (do médio) pode ser adquirida em média a R$ 1,25. Já o pirarucu também está bem mais caro em relação a igual período do ano passado, o mesmo sofreu um reajuste nos últimos 12 meses de 28,95%.
O frango ainda é dos produtos mais baratos, custando em média a R$ 3,92, o tipo resfriado e o congelado variando de preço em torno de R$ 2,48 a até R$ 2,75.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
SURPRESA!!!!!
Museu Goeldi comemora a Festa Anual da Árvore
O Museu Paraense Emílio Goeldi apresenta, nesse domingo (28) mais uma programação em comemoração à Festa Anual da Árvore. A Festa de 2010 começa às 9 horas, no Espaço Raízes do Parque Zoobotânico, onde acontecerá a apresentação de novos monitores ambientais, a Expo-Feira Arte Goeldi e o jogo de Xadrez Verde.
A novidade deste ano ficará mesmo por conta da apresentação de dez alunos do ensino médio, da Escola Estadual Ulysses Guimarães, que atuarão como monitores ambientais do Projeto “Jardim Botânico Vai à Escola”, patrocinado pelo Banco da Amazônia (Basa) e promovido pela Rede Brasil de Jardins Botânicos. Os alunos foram escolhidos após avaliação do currículo escolar e entrevista com a Coordenação Pedagógica do projeto, e serão monitores durante o período de seis meses a um ano.
Outra novidade será a apresentação do jogo de Xadrez Verde, também desenvolvido pela Escola Ulysses Guimarães, no qual as peças são feitas de espécies madeireiras em extinção. O objetivo, segundo Vera Bastos, uma das organizadoras da Festa da Árvore, “é tornar conhecidas as espécies pelo público jovem, para que finalidade são utilizadas, onde se localizam e como preservá-las”, já que o jogo apresenta uma descrição dessas espécies.
Exposição e Homenagem - A Expo-Feira é acontecimento constante nas diversas atividades que o Museu Goeldi promove, e apresenta produtos de artesanato local, buscando a sua valorização pelo público visitante. Na ocasião, a artista plástica da ilha de Outeiro, Distrito de Belém, Bia Protasio mostrará suas pinturas feitas com a técnica de óleo sobre tela.
Como já é de praxe, a Festa Anual da Árvore do Goeldi elege uma árvore símbolo para ser a homenageada e ganhar destaque durante as programações de comemoração, que se estendem por cerca de uma semana. Para 2010, a espécie escolhida foi o Cedro (Cedrela odorata L.), bastante apreciado pelo comércio madeireiro nacional e internacional e utilizado na composição de reflorestamento heterogêneo das áreas alteradas. Espécie em extinção, a larga utilização do cedro é justificada pela variabilidade de uso de sua madeira.
Palestras e Oficinas - Além das atividades de domingo, o Parque do Museu Goeldi ainda foi o anfitrião, ao longo de toda a semana, de palestras e de oficina sobre a “Arte Floral - Plantas Tropicais”, ministrada por Vera Bastos, do Serviço do Parque Zoobotânico (SPZ), e Paulo Henrique. As atividades tiveram público fiel que lotou o Auditório Alexandre RodriguesFerreira, no Parque Zoobotânico.
Com o tema “Desmatamento urbano, variações climáticas e qualidade de vida”, as palestras abordaram temas como “Aromas - Qualidade de Vida”, de Salete D’Ávila; passaram pela problemática das “Unidades de Conservação estadual”, apresentada por Crisomar Lobato da Secretaria Estadual do Meio Ambiente; discutiram os “Fenômenos Climáticos: causa e consequências” sob a coordenação da advogada Alexandra Conceição; e refletiram sobre a “Variabilidade e possíveis mudanças climáticas em Belém - PA”, com a participação de Everaldo de Souza da Universidade Federal do Pará.
Vera Bastos lembra que com a palestra de Everaldo de Souza, “o tema das mudanças climáticas fica mais próximo dos alunos” de ensino fundamental e médio, de escolas parceiras do Museu Goeldi. Para Crisomar Lobato, “É assim que começa. Eu queria conscientizar esses meninos, para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais do Pará, porque as pessoas precisam valorizar isso. Ainda que eles não entendam tudo, isso vai ficar na memória e, quando eles forem desfrutar desse meio ambiente, vão se lembrar e a coisa vai melhorar”, conclui otimista o especialista da Sema.
As atividades da Festa da Árvore 2010 foram organizadas pelo Serviço de Educação e Extensão do Museu Goeldi, por meio do Núcleo de Visitas Orientadas ao Parque Zoobotânico (Nuvop) e do Serviço do Parque Zoobotânico (SPZ), com o objetivo de valorizar a vida em sua essência, atentando para a conservação de espécies vegetais ameaçadas de extinção. A Festa é comemorada nas regiões Norte e Nordeste na última semana do mês de março, em conformidade com o decreto presidencial nº 55.795, de 24 de fevereiro de 1965.
A novidade deste ano ficará mesmo por conta da apresentação de dez alunos do ensino médio, da Escola Estadual Ulysses Guimarães, que atuarão como monitores ambientais do Projeto “Jardim Botânico Vai à Escola”, patrocinado pelo Banco da Amazônia (Basa) e promovido pela Rede Brasil de Jardins Botânicos. Os alunos foram escolhidos após avaliação do currículo escolar e entrevista com a Coordenação Pedagógica do projeto, e serão monitores durante o período de seis meses a um ano.
Outra novidade será a apresentação do jogo de Xadrez Verde, também desenvolvido pela Escola Ulysses Guimarães, no qual as peças são feitas de espécies madeireiras em extinção. O objetivo, segundo Vera Bastos, uma das organizadoras da Festa da Árvore, “é tornar conhecidas as espécies pelo público jovem, para que finalidade são utilizadas, onde se localizam e como preservá-las”, já que o jogo apresenta uma descrição dessas espécies.
Exposição e Homenagem - A Expo-Feira é acontecimento constante nas diversas atividades que o Museu Goeldi promove, e apresenta produtos de artesanato local, buscando a sua valorização pelo público visitante. Na ocasião, a artista plástica da ilha de Outeiro, Distrito de Belém, Bia Protasio mostrará suas pinturas feitas com a técnica de óleo sobre tela.
Como já é de praxe, a Festa Anual da Árvore do Goeldi elege uma árvore símbolo para ser a homenageada e ganhar destaque durante as programações de comemoração, que se estendem por cerca de uma semana. Para 2010, a espécie escolhida foi o Cedro (Cedrela odorata L.), bastante apreciado pelo comércio madeireiro nacional e internacional e utilizado na composição de reflorestamento heterogêneo das áreas alteradas. Espécie em extinção, a larga utilização do cedro é justificada pela variabilidade de uso de sua madeira.
Palestras e Oficinas - Além das atividades de domingo, o Parque do Museu Goeldi ainda foi o anfitrião, ao longo de toda a semana, de palestras e de oficina sobre a “Arte Floral - Plantas Tropicais”, ministrada por Vera Bastos, do Serviço do Parque Zoobotânico (SPZ), e Paulo Henrique. As atividades tiveram público fiel que lotou o Auditório Alexandre RodriguesFerreira, no Parque Zoobotânico.
Com o tema “Desmatamento urbano, variações climáticas e qualidade de vida”, as palestras abordaram temas como “Aromas - Qualidade de Vida”, de Salete D’Ávila; passaram pela problemática das “Unidades de Conservação estadual”, apresentada por Crisomar Lobato da Secretaria Estadual do Meio Ambiente; discutiram os “Fenômenos Climáticos: causa e consequências” sob a coordenação da advogada Alexandra Conceição; e refletiram sobre a “Variabilidade e possíveis mudanças climáticas em Belém - PA”, com a participação de Everaldo de Souza da Universidade Federal do Pará.
Vera Bastos lembra que com a palestra de Everaldo de Souza, “o tema das mudanças climáticas fica mais próximo dos alunos” de ensino fundamental e médio, de escolas parceiras do Museu Goeldi. Para Crisomar Lobato, “É assim que começa. Eu queria conscientizar esses meninos, para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais do Pará, porque as pessoas precisam valorizar isso. Ainda que eles não entendam tudo, isso vai ficar na memória e, quando eles forem desfrutar desse meio ambiente, vão se lembrar e a coisa vai melhorar”, conclui otimista o especialista da Sema.
As atividades da Festa da Árvore 2010 foram organizadas pelo Serviço de Educação e Extensão do Museu Goeldi, por meio do Núcleo de Visitas Orientadas ao Parque Zoobotânico (Nuvop) e do Serviço do Parque Zoobotânico (SPZ), com o objetivo de valorizar a vida em sua essência, atentando para a conservação de espécies vegetais ameaçadas de extinção. A Festa é comemorada nas regiões Norte e Nordeste na última semana do mês de março, em conformidade com o decreto presidencial nº 55.795, de 24 de fevereiro de 1965.
Biblioteca do Centur completa 139 anos
São 139 anos de incentivo e fomento à leitura e à cultura a serem comemorados pela maior biblioteca pública do Pará, a Biblioteca Pública Arthur Vianna, nessa quinta-feira (25). A programação de aniversário, no entanto, se estende do dia 24 até o dia 26, com palestras, espetáculos teatrais, apresentações musicais e atividades voltadas para a terceira idade.
A comemoração começa, nesta quarta-feira (24), com a palestra “A regionalização do livro didático”, às 15h, no setor Audiovisual (3º andar do Centur). O debate ocorre pela segunda vez e propõe questionamentos e soluções sobre a ainda parca produção de livros didáticos na região Amazônica. Os debatadores serão representantes da Secretaria de Educação e pedagogos com trabalhos na temática.
Já na quinta-feira (25), dia do aniversário da Biblioteca, o espaço terá, pela parte da manhã, o shows do violonista Salomão Habib, além da apresentação oficial do “Programa em Alusão aos 140 anos da Biblioteca Arthur Vianna”.
Pela parte da tarde, a partir das 14h, a programação será composta pelo show do Grupo Gente do Choro, além do espetáculo infantil “Deu a louca na vovozinha”, com o grupo teatral Cacilda Becker, e a perfomance do Grupo de Teatro da Casa da Juventude.
A sexta-feira (26) encerrará as comemorações com o “Encontro da terceira idade”, a partir das 10h30, na Fonoteca Pública Satyro de Melo. A atividade pretende socializar os grupos de terceira idade de Belém com os espaços e serviços oferecidos pela Arthur Vianna.
Instrução normativa – Nesse mês, a Fundação Cultural do Pará TancredoNeves também comemora um grande avanço para a organização do seu acervo bibliográfico: a publicação em Diário Oficial da Instrução Normativa do Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Pública Arthur Vianna.
O título é grande, tal qual a necessidade. A Instrução Normativa estabelece critérios e prioridades para a manutenção ou descarte do acervo da Biblioteca.
A importância se explica, pelos números: são aproximadamente 2000 volumes recebidos mensalmente por doações, a maioria delas por pessoas físicas, que precisam ser analisados e catalogados antes de fazerem parte do acervo da Biblioteca, atualmente composto de quase 906 mil exemplares e que, só em 2009, foi consultado por 133 mil pessoas.
A Instrução foi publicada em 09 de fevereiro de 2010 e é resultado de um trabalho de aproximadamente seis meses, realizado por técnicos em biblioteconomia da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
Serviço
Programação alusiva ao aniversário de 139 da Biblioteca Pública Arthur Vianna, da quarta-feira (24) até a próxima sexta-feira (26). Mais informações: 3202 – 4332.
A comemoração começa, nesta quarta-feira (24), com a palestra “A regionalização do livro didático”, às 15h, no setor Audiovisual (3º andar do Centur). O debate ocorre pela segunda vez e propõe questionamentos e soluções sobre a ainda parca produção de livros didáticos na região Amazônica. Os debatadores serão representantes da Secretaria de Educação e pedagogos com trabalhos na temática.
Já na quinta-feira (25), dia do aniversário da Biblioteca, o espaço terá, pela parte da manhã, o shows do violonista Salomão Habib, além da apresentação oficial do “Programa em Alusão aos 140 anos da Biblioteca Arthur Vianna”.
Pela parte da tarde, a partir das 14h, a programação será composta pelo show do Grupo Gente do Choro, além do espetáculo infantil “Deu a louca na vovozinha”, com o grupo teatral Cacilda Becker, e a perfomance do Grupo de Teatro da Casa da Juventude.
A sexta-feira (26) encerrará as comemorações com o “Encontro da terceira idade”, a partir das 10h30, na Fonoteca Pública Satyro de Melo. A atividade pretende socializar os grupos de terceira idade de Belém com os espaços e serviços oferecidos pela Arthur Vianna.
Instrução normativa – Nesse mês, a Fundação Cultural do Pará TancredoNeves também comemora um grande avanço para a organização do seu acervo bibliográfico: a publicação em Diário Oficial da Instrução Normativa do Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Pública Arthur Vianna.
O título é grande, tal qual a necessidade. A Instrução Normativa estabelece critérios e prioridades para a manutenção ou descarte do acervo da Biblioteca.
A importância se explica, pelos números: são aproximadamente 2000 volumes recebidos mensalmente por doações, a maioria delas por pessoas físicas, que precisam ser analisados e catalogados antes de fazerem parte do acervo da Biblioteca, atualmente composto de quase 906 mil exemplares e que, só em 2009, foi consultado por 133 mil pessoas.
A Instrução foi publicada em 09 de fevereiro de 2010 e é resultado de um trabalho de aproximadamente seis meses, realizado por técnicos em biblioteconomia da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
Serviço
Programação alusiva ao aniversário de 139 da Biblioteca Pública Arthur Vianna, da quarta-feira (24) até a próxima sexta-feira (26). Mais informações: 3202 – 4332.
Espetáculo Fundo Reyno segue em cartaz em Belém
Cinco mulheres, três foliões e a Amazônia. Poderíamos resumir, assim, o elenco de “Fundo Reyno”, que estreou na semana passada e segue em cartaz até amanhã, com sessões às 20h, no Teatro Waldemar Henrique. Na semana que vem, o espetáculo poderá ser visto nos dias 31 de março e 1o de abril, no Teatro Fundação Curro Velho, a partir das 18h30.
É a partir da Amazônia, que se constrói a trama. Para a atriz Juliana Medeiros, que interpreta uma das personagens, o espaço físico e imaginário. “Neste sentido somos os seres que vivem aqui, somos um pouco de cada mulher, homem, criança, elemento e vivência”, acredita.
Com direção de Walter Freitas, “Fundo Reyno” foi montado com o prêmio Myriam Muniz de Teatro da Funarte e conta a história de uma disputa amorosa e de poder entre pajés-sacacas. A busca pela chave do Reyno e o embate entre as personagens se torna fábula, um sonho ou um devaneio.
Para Walter Freitas, a Amazônia é o elemento fundamental da trama, “espargindo fagulhas de vida e morte, em chamas, apodrecendo tipos e recriando histórias, abrindo-se ao sol e fechando-se com a noite, vomitando Reynos dos quais só nós, seus filhos, podemos encharcar-nos, nessa ânsia de entendê-la e recontá-la para de nosso próprio ventre parir uma história que seja a dela e seja, finalmente, a nossa própria história”, diz.
Em cena, além de Juliana Medeiros, a Pajé Sacaca; estão Pauli Banhos, a viúva Zumira; e Wellingta Macêdo, a filha de Antero Denizar e Zumira (Nhá Luca e também após um feitiço, o Bicho), duas atrizes que vivem papéis masculinos.
Mônica Lima é o folião bandoleiro, e Andréa Rocha interpreta Antero Denizar. Do universo masculino vêm, ainda, os foliões Akel Fares, o rabequeiro da folia, e o próprio Walter Freitas, que atua como um folião violeiro.
Para Juliana, foi um prazer viver a pajé, que foi inspirada em uma mulher real. “A pajé na qual o Walter se inspirou para fazer a Dona Venina era uma mulher forte e grande como eu. Em todo o processo, ele foi muito claro no que ela é e no que ele queria ter em cena. Não foi fácil, tive muito trabalho e ainda acho que preciso ser mais clara e precisa em determinados momentos. Essa é a graça de ser ator: compor um ser, nos pequenos detalhes. Criar um filho, vê-lo crescer”, diz.
A dualidade está em cena, no jogo da áurea feminina e na força do masculino; na maldade de Zumira ou na falsa/verdadeira bondade de Nhá Luca, além de confundir um tanto o espectador quando ouve ora textos rimados e, em vários momentos, falados em uma língua estranha, ou esquecida, o Nheengatu. É tudo isso que vai se desenvolvendo frente ao espectador.
Para ser montado, o espetáculo contou com produção de Cristina Costa, cenário e figurinos de Maurício Franco, design de luz de Tiago Ferradaes e assistência de direção de Pauli Banhos. Walter Freitas assina música, direção musical, dramaturgia e direção geral.
Serviço
Espetáculo “Fundo Reyno”. Hoje e amanhã, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique, na Praça da República. Ingressos a R$ 10 com meia-entrada para estudantes. Informações: 8110-5245 / 8134-7719. (Diário do Pará)
É a partir da Amazônia, que se constrói a trama. Para a atriz Juliana Medeiros, que interpreta uma das personagens, o espaço físico e imaginário. “Neste sentido somos os seres que vivem aqui, somos um pouco de cada mulher, homem, criança, elemento e vivência”, acredita.
Com direção de Walter Freitas, “Fundo Reyno” foi montado com o prêmio Myriam Muniz de Teatro da Funarte e conta a história de uma disputa amorosa e de poder entre pajés-sacacas. A busca pela chave do Reyno e o embate entre as personagens se torna fábula, um sonho ou um devaneio.
Para Walter Freitas, a Amazônia é o elemento fundamental da trama, “espargindo fagulhas de vida e morte, em chamas, apodrecendo tipos e recriando histórias, abrindo-se ao sol e fechando-se com a noite, vomitando Reynos dos quais só nós, seus filhos, podemos encharcar-nos, nessa ânsia de entendê-la e recontá-la para de nosso próprio ventre parir uma história que seja a dela e seja, finalmente, a nossa própria história”, diz.
Em cena, além de Juliana Medeiros, a Pajé Sacaca; estão Pauli Banhos, a viúva Zumira; e Wellingta Macêdo, a filha de Antero Denizar e Zumira (Nhá Luca e também após um feitiço, o Bicho), duas atrizes que vivem papéis masculinos.
Mônica Lima é o folião bandoleiro, e Andréa Rocha interpreta Antero Denizar. Do universo masculino vêm, ainda, os foliões Akel Fares, o rabequeiro da folia, e o próprio Walter Freitas, que atua como um folião violeiro.
Para Juliana, foi um prazer viver a pajé, que foi inspirada em uma mulher real. “A pajé na qual o Walter se inspirou para fazer a Dona Venina era uma mulher forte e grande como eu. Em todo o processo, ele foi muito claro no que ela é e no que ele queria ter em cena. Não foi fácil, tive muito trabalho e ainda acho que preciso ser mais clara e precisa em determinados momentos. Essa é a graça de ser ator: compor um ser, nos pequenos detalhes. Criar um filho, vê-lo crescer”, diz.
A dualidade está em cena, no jogo da áurea feminina e na força do masculino; na maldade de Zumira ou na falsa/verdadeira bondade de Nhá Luca, além de confundir um tanto o espectador quando ouve ora textos rimados e, em vários momentos, falados em uma língua estranha, ou esquecida, o Nheengatu. É tudo isso que vai se desenvolvendo frente ao espectador.
Para ser montado, o espetáculo contou com produção de Cristina Costa, cenário e figurinos de Maurício Franco, design de luz de Tiago Ferradaes e assistência de direção de Pauli Banhos. Walter Freitas assina música, direção musical, dramaturgia e direção geral.
Serviço
Espetáculo “Fundo Reyno”. Hoje e amanhã, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique, na Praça da República. Ingressos a R$ 10 com meia-entrada para estudantes. Informações: 8110-5245 / 8134-7719. (Diário do Pará)
Novo arcebispo de Belém celebra a primeira missa
novo arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, fez a alegria de centenas de devotos, ontem, quando ministrou sua primeira missa no Santuário de Nossa Senhora de Fátima. A dona-de-casa Rita da Silva, moradora do bairro da Terra Firme, foi uma das que saiu da missa muito emocionada.
“É a primeira vez que eu chego tão perto e consigo beijar a mão de um bispo. Eu estou sentindo uma satisfação imensa, quase não me aguento de alegria”, disse Rita, com os olhos cheios de lágrimas, após tomar a bênção do arcebispo ao final da missa. Assim como a dona-de-casa, vários outros devotos se amontoaram para receber a bênção de Dom Alberto Taveira.
Durante a celebração, o coral de crianças do Santuário homenageou o arcebispo metropolitano de Belém com uma canção. Dom Taveira também recebeu uma imagem de Nossa Senhora de Fátima de presente, além de um banner com o cartaz da festividade de Fátima desse ano, que foi lançado na mesma ocasião.
“Essas demonstrações de afeto passam pelo bispo, mas chegam ao Nosso Senhor e à Nossa Mãe, que recebem como presente a Deus”, disse Dom Taveira. Sobre a calorosa recepção do povo paraense, o arcebispo disse que espera não se acostumar nunca, “porque depois que a gente se acostuma, vira rotina, e eu quero sempre gostar desse contato”. Ele assistiu ainda a um vídeo de apresentação da Paróquia de Fátima, mostrando inclusive a Procissão das Velas, considerada a segunda maior procissão do Estado, depois do Círio de Nazaré.
Enquanto os devotos agitavam suas bandeirinhas com a imagem do novo arcebispo gravada, o padre Antônio Oliveira, pároco da igreja, disse a Dom Taveira, em sua saudação, que “a demora de Deus (para a escolha de um novo arcebispo para Belém), por vezes, nos deixava angustiados, mas nós vimos que valeu a pena a demora de Deus”. (Diário do Pará)
“É a primeira vez que eu chego tão perto e consigo beijar a mão de um bispo. Eu estou sentindo uma satisfação imensa, quase não me aguento de alegria”, disse Rita, com os olhos cheios de lágrimas, após tomar a bênção do arcebispo ao final da missa. Assim como a dona-de-casa, vários outros devotos se amontoaram para receber a bênção de Dom Alberto Taveira.
Durante a celebração, o coral de crianças do Santuário homenageou o arcebispo metropolitano de Belém com uma canção. Dom Taveira também recebeu uma imagem de Nossa Senhora de Fátima de presente, além de um banner com o cartaz da festividade de Fátima desse ano, que foi lançado na mesma ocasião.
“Essas demonstrações de afeto passam pelo bispo, mas chegam ao Nosso Senhor e à Nossa Mãe, que recebem como presente a Deus”, disse Dom Taveira. Sobre a calorosa recepção do povo paraense, o arcebispo disse que espera não se acostumar nunca, “porque depois que a gente se acostuma, vira rotina, e eu quero sempre gostar desse contato”. Ele assistiu ainda a um vídeo de apresentação da Paróquia de Fátima, mostrando inclusive a Procissão das Velas, considerada a segunda maior procissão do Estado, depois do Círio de Nazaré.
Enquanto os devotos agitavam suas bandeirinhas com a imagem do novo arcebispo gravada, o padre Antônio Oliveira, pároco da igreja, disse a Dom Taveira, em sua saudação, que “a demora de Deus (para a escolha de um novo arcebispo para Belém), por vezes, nos deixava angustiados, mas nós vimos que valeu a pena a demora de Deus”. (Diário do Pará)
sábado, 27 de março de 2010
Alunos ribeirinhos vão receber novas lanchas
Os alunos de escolas públicas localizadas em regiões ribeirinhas vão receber, a partir de maio, 600 novas lanchas para o transporte escolar. A medida é resultado de uma parceria entre os ministérios da Educação e da Defesa e visa a garantir a qualidade desse tipo de transporte, levando segurança e conforto para os alunos.
Segundo o Coordenador-geral de apoio à manutenção escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Maria Rodrigues de Souza, as lanchas estão sendo desenvolvidas especialmente para o programa Caminho da Escola.
Ele informou que uma equipe formada por técnicos do FNDE e da Universidade de Brasília está testando duas embarcações a fim de identificar necessidades de ajustes e vivenciar as dificuldades dos alunos que utilizam esse tipo de transporte para ir à escola nas cidades ribeirinhas da Amazônia.
“A pesquisa vai ajudar o país a identificar as rotas fluviais, o número de alunos transportados em cada embarcação, as condições técnicas desses barcos, o tempo gasto, a expectativa de pais e alunos, autoridades municipais e comunidades ribeirinhas”, disse.
Até junho, a equipe de pesquisadores percorrerá, entre Belém (PA) e Tefé (AM), 5 mil quilômetros dos rios Guamá, Amazonas e Tapajós, no Pará, e Amazonas e Solimões, no Amazonas. Eles vão analisar cerca de 65 rotas percorridas por alunos que moram em áreas ribeirinhas. De acordo com Souza, o trabalho vai resultar na primeira pesquisa de campo sobre o transporte escolar aquaviário do país.
Para a construção das lanchas, levou-se em consideração a idade e as necessidades dos alunos durante o trajeto casa-escola-casa. Construídas em alumínio, com 7,3 metros de comprimento, as embarcações estão sendo equipadas com itens de segurança, como coletes salva-vidas e extintor de incêndio. Podem transportar até 20 alunos, incluído um lugar para portador de necessidades especiais.
Em 2010, a previsão é que 180 embarcações sejam distribuídas para municípios que utilizam o transporte aquaviário. Dados do FNDE indicam que o Brasil possui 300 mil crianças que vão para a escola usando barcos, sendo 180 mil só na Região Norte.
Segundo o Coordenador-geral de apoio à manutenção escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Maria Rodrigues de Souza, as lanchas estão sendo desenvolvidas especialmente para o programa Caminho da Escola.
Ele informou que uma equipe formada por técnicos do FNDE e da Universidade de Brasília está testando duas embarcações a fim de identificar necessidades de ajustes e vivenciar as dificuldades dos alunos que utilizam esse tipo de transporte para ir à escola nas cidades ribeirinhas da Amazônia.
“A pesquisa vai ajudar o país a identificar as rotas fluviais, o número de alunos transportados em cada embarcação, as condições técnicas desses barcos, o tempo gasto, a expectativa de pais e alunos, autoridades municipais e comunidades ribeirinhas”, disse.
Até junho, a equipe de pesquisadores percorrerá, entre Belém (PA) e Tefé (AM), 5 mil quilômetros dos rios Guamá, Amazonas e Tapajós, no Pará, e Amazonas e Solimões, no Amazonas. Eles vão analisar cerca de 65 rotas percorridas por alunos que moram em áreas ribeirinhas. De acordo com Souza, o trabalho vai resultar na primeira pesquisa de campo sobre o transporte escolar aquaviário do país.
Para a construção das lanchas, levou-se em consideração a idade e as necessidades dos alunos durante o trajeto casa-escola-casa. Construídas em alumínio, com 7,3 metros de comprimento, as embarcações estão sendo equipadas com itens de segurança, como coletes salva-vidas e extintor de incêndio. Podem transportar até 20 alunos, incluído um lugar para portador de necessidades especiais.
Em 2010, a previsão é que 180 embarcações sejam distribuídas para municípios que utilizam o transporte aquaviário. Dados do FNDE indicam que o Brasil possui 300 mil crianças que vão para a escola usando barcos, sendo 180 mil só na Região Norte.
Coletivo bate e invade residência em São Brás

Apesar do prejuízo, ontem também foi um dia de sorte para um idoso de 80 anos. Ele é um dos moradores da casa invadida por um ônibus da linha Satélite/Felipe Patroni, na avenida Conselheiro Furtado, bairro de São Brás, em Belém. Por volta das 17h, quando o acidente aconteceu, dois coletivos colidiram e um deles, desgovernado, só parou ao bater na fachada da casa.
Raimundo Coutinho, outro morador da casa, de certa forma estava aliviado, pois seu avô tem o costume de sentar todas as tardes no pátio de sua residência e justamente ontem ele teve que sair e se livrou do acidente.
“O que mais agradeço é de não ter acontecido nada com ele, porque é comum ele ficar sentado aqui e, se ele estvesse, não estaria entre nós”, agradeceu Raimundo.
O ACIDENTE
O motorista do Satélite Haroldo Monteiro apresentou a versão de que estava em baixa velocidade quando foi trancado pelo motorista da linha Sideral D. Pedro II. “Ele estava em alta velocidade e freou na minha frente, com isso, desviei o carro e como a pista estava molhada acabou provocando o acidente”, declarou Haroldo.
Já o motorista Joel Alves, da linha Sideral D. Pedro II, rebate a versão de Haroldo e declara que estava trafegando em velocidade normal quando de repente já escutou o barulho e teve a traseira do coletivo batida. “Ele estava distante de mim, eu já tomei um susto quando ouvi o barulho com a batida”, argumentou Joel, que teve o parabrisa traseiro destruído.
Com a colisão, o veículo invadiu a residência e comprometeu a estrutura da fachada da casa. No momento em que o ônibus foi retirado da casa, pedaços de concreto foram arrancados. Uma equipe do Corpo de Bombeiros estiveram no local para interditar a área. (Diário do Pará)
Feira do Ver-O-Peso completa hoje 383 anos

Como será o Ver-o-Peso daqui a 300 anos? A maior feira a céu aberto da América Latina faz aniversário hoje, completando 383 anos dividida entre três mundos: o passado, o presente e o futuro. Enquanto mantém sua tradição de produtos e costumes, o maior patrimônio de Belém também se adequa aos novos tempos, dominado pela paisagem urbana e pelas novas tecnologias.
Já na esquina da feira, na Boulevard Castilhos França com a avenida Portugal, onde fica a chamada Pedra do Peixe, é possível perceber essa simbiose de mundos. Quando o dia ainda está amanhecendo, às 6h, o movimento de veículos é grande, com carros e ônibus dos novos tempos, disputando cada espaço no asfalto com os tradicionais carregadores de peixe e carreteiros.
Enquanto a venda na beira do rio, mesmo proibida, acontece, o movimento não para. Com caixas cheias de peixes na cabeça, os carregadores andam de um lado para o outro, acelerados para garantir o suado dinheiro. Para abrir caminho entre pessoas e bicicletas, às vezes é preciso assobiar ou gritar. Mais ou menos como os motoristas usam as buzinas para alertar quem está na frente. “Não dá para parar. É tudo rápido. É pesado, mas estamos acostumados”, diz Manoel leite, esbaforido com uma caixa de pescado na cabeça.
Do outro lado da feira, o choque de gerações também pode ser percebido. Se no meio da feira estão as erveiras, os vendedores de frutas, verduras, comida pronta e artesanato, na outra ponta, ficam os vendedores de roupas e eletrônicos, já próximos da Estação das Docas, outro símbolo da modernidade belenense. “A feira evoluiu, temos que evoluir”, resume Marcelo Martins, 26 anos, vendedor de produtos importados e brinquedos.
Marcelo afirma que, se o exótico atrai mais o turista, o tipo de produto que vende é mais para quem mora na cidade. “Quem compra mais é o pessoal daqui, turista só compra mesmo o artesanato e as frutas”, resume o camelô, que fica ali mais de 12 horas por dia “pra ganhar alguma coisa”.
Cartão de crédito para ajudar a vender
Para sobreviver, até quem vive da tradição precisa se adaptar à tecnologia. Na barraca de artesanato de Rubens Drago, 40 anos, por exemplo, você pode comprar os produtos com dinheiro e com cartão de crédito. “Hoje, ninguém mais compra com cheque, por desconfiança, só dinheiro e cartão”, explica, enquanto mostra a máquina que faz a compra com o “dinheiro de plástico”. “Quando me ofereceram esse tipo de venda, tive que aceitar. Muita gente deixa o dinheiro no banco e só carrega o cartão por segurança”.
Mesmo assim, Rubens diz que o comércio é outro, bem pior do que há 20 anos, quando começou no local. “Quando comecei, a gente faturava mais, os turistas compravam. Hoje muitos só olham, tiram fotos e vão embora”, reclama. Outro problema enfrentado pelos artesãos é a facilidade oferecida pelos produtos industrializados. “Muita gente deixou o artesanato de lado. Uma peneira que era usada para pôr frutas, por exemplo, hoje as pessoas usam de plástico, mas barato e durável”, reitera.
Mas, acima de tudo, ele é um otimista sobre o futuro do mercado. “O Ver-o-Peso depende de nós mesmos para sobreviver. Nós temos que cuidar dele como cuidamos da nossa casa e mantê-lo limpo. Só assim ele vai durar mais”, complementa.
Se depender das vendedoras, a feira vai durar mesmo, com o conhecimento repassado através das gerações. “Ela tem que se virar, de repente eu caio doente e morro, ela que vai tomar conta aqui”. Assim, de maneira simples e direta, que Sueli Souza, 45 anos, 30 deles vividos na experiência em ervas, explica por que está ensinando tudo que sabe à filha, Simone Souza, 23 anos. Sueli confirma que aprendeu o ofício das plantas e da medicina natural com a mãe, “macumbeira de Igarapé-Miri”.
Simone diz que é a única dos três irmãos que realmente deve trilhar o mesmo caminho da mãe. “Ela foi a única dos meus três filhos que se interessou pelo meu trabalho. Filho de peixe tem que ser peixe também, né?”, indaga. Mas, para Sueli, o maior presente é perceber que o trabalho ali ainda vale a pena. “Eu gosto daquilo que faço. Não admito trabalhar com aquilo que não gosto”, conclui. “Quem dera se mais pessoas tivessem vontade de aprender sobre a nossa cultura”.
Por isso, como será o Ver-o-Peso daqui a três séculos não é possível prever, mas se depender de quem convive diariamente com aquele mundo particular, ele deve durar bem mais do que isso. “Ah, o Ver-o-Peso ainda vai durar muito tempo. Tem muita história para contar ainda. Não tem nada igual em nenhum lugar do mundo”, resume, em forma de elogio, Maria das Dores Pereira, 39 anos, sobre o que representa, para ela, a feira. (Diário do Pará)
ESTAMOS DE VOLTAAAA
Eu voltei, agora pra ficar...porque aqui, aqui é meu lugar...bacana, masi tenho novidades, visitem o site do ROTA CIDADÃ 190, lá vamos saber de tudo o que acontece na cidade maravilhosa de Belém do Pará, terra da chuva, dos alamentos, do transito horrivel e das praias mais lindas do mundo, adorrro viver nesta cidade, tudo vale a pena...
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