quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

BLUBELL - Se une ao trio Black Tie em novo CD



A boca pequena sempre muito vermelha e o nariz atrevido saíram do palco de algum cabaré francês de 1950. Se o cabelo vem solto, ondulado nas pontas, os olhos reforçados no lápis e as mãos com luvas pretas que tomam os braços até acima dos cotovelos, então, Blubell vira personagem de Woody Allen em Meia Noite em Paris. A voz sugere que seu tempo é outro, que talvez ela viva a flor dos 35 anos de idade com uns 60 de atraso. Seria tudo isso uma prisão e Blubell só uma caricatura vintage se sua voz não invertesse a lógica da nostalgia. Em vez de transportar quem está aqui para o passado, ela refaz o presente com memórias afetivas modernosas e vestidas de fraque.

  O maior salto da artista se chama Blubell & Black Tie, álbum considerado pela própria um projeto paralelo dentro da carreira autoral que começou em 2006, com Slow Motion Ballet, e melhorou bastante em 2011, com Eu Sou do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava. Mas ainda nada que chegasse perto do novo disco, um álbum de intérprete que pode levá-la a anexar novos territórios. “De fato, em algumas faixas ela lembra cantoras de jazz muito especiais dos anos 30 e 40, como a maravilhosa Mildred Bailey. Questão de timbre”, diz o jornalista e pesquisador Zuza Homem de Mello. Um voo que ela não faz sozinha. Os ventos levaram Blubell a um trio de instrumentistas de primeiro escalão que responde por metade, ou até um pouco mais que isso, das vitórias que podem vir com o novo trabalho.

  O Black Tie é formado pelo violista e arranjador Fabio Tagliaferri, pelo violonista e violoncelista Mario Manga e pelo violonista Swami Jr. Uma espécie de reedição estética do antológico Música Ligeira, excelente trio que já fazia nos anos 90 o que se chama hoje música pop de câmara, formado então por Manga (integrante também do Premê, ex-Premeditando o Breque, desde sua formação, em 1976), Tagliaferri e pelo cantor Rodrigo Rodrigues, morto em 2005. “O Música Ligeira foi mesmo a nossa inspiração”, diz Swami Jr, diretor musical e produtor da cantora cubana Omara Portuondo . “É um conceito pelo qual tudo pode passar, uma música despojada, sem maiores pretensões, que funciona muito bem para o canto.” Eis o fator sorte de Blubell. Os escudeiros que lhe caíram dos céus se entendem por telepatia e contam com maturidade suficiente para estendê-la um lençol de seda que arremessa sua voz ao alto e com classe. Apesar de terem bagagem para isso, ninguém ali quer aparecer mais do que Blubell.

  O jazz pop camerístico que resulta do encontro liga tudo, até o que em sua origem não é nem jazz nem camerístico. O rock and roll My Generation, do Who, tem bateria de boca, violoncelo e violão feitos por Manga. Ben, de Michael Jackson, resvala na apelação mas vira o jogo, de novo, graças ao arranjo de ukulele, de Tagliaferri, violoncelo e baixo sem trastes.

O repertório é pessoal, quase biográfico. Era a mãe de Blubell que ouvia Celly Campello cantar Billy pela casa. E era ainda na infância que La Vie en Rose, conhecida com Edith Piaf; Love For Sale, de Cole Porter; ou Long, Long, Long, de George Harrison; soavam enquanto ela brincava.

Há ainda um caminho a Blubell. O mesmo Zuza, que elogia a produção do disco, tem ressalvas. “Ela canta bastante bem, chega bem nas notas agudas embora não tenha, nem poderia ter ainda, a força interpretativa de uma cantora de peso. Sua voz não tem corpo, mas tenho a sensação de que essa é uma marca das novas cantoras de jazz taxadas precipitadamente de novas divas”. Já Solano Ribeiro, produtor e criador dos Festivais da Record nos anos 60, ouviu a música The Fight In Café, do disco Slow Motion Ballet, e teve a impressão de que “falta útero” à interpretação. A hora de virar esse jogo é agora.

7 MORTOS NAS ESTRADAS PARAENSES - 2013 começa mal nas estradas

 
Sete pessoas morreram nas estradas federais do Pará durante a "Operação Fim de Ano", realizada de 21 de dezembro de 2012 a 2 de janeiro de 2013, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em 13 dias, foram registrados 131 acidentes de trânsito com 87 pessoas feridas.

Dos 131 acidentes, 83 (63,3%) ocorreram na rodovia BR-316, sendo 41 (31,3%) entre os quilômetros 0 e 20. Nesse período, 49 condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica, sendo que 43 foram presos por apresentarem nível de alcoolemia acima de 0,30 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.

Dentre os acidentes registrados, 55 deles tiveram como causa a falta de atenção, 24 por não manter a distância de segurança, cinco por ultrapassagens indevidas, 10 por ingestão de álcool e dois por excesso de velocidade, ou seja 71,7% dos acidentes rodoviários ocorridos nesse feriado tiveram como causa o mau comportamento dos condutores no trânsito.

Os acidentes com vítimas fatais ocorreram nas rodovias BR-316, BR-155, BR-308 e BR-230.

INFRAÇÕES

Durante a fiscalização, foram registradas 2.863 infrações de trânsito, sendo que 129 veículos foram retidos por apresentarem irregularidades na documentação e nos equipamentos obrigatórios, 36 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) foram apreendidas por estarem vencidas há mais de 30 dias ou apresentarem suspeitas de falsificação.

As principais infrações registradas foram transitar com o veículo com licenciamento atrasado, ultrapassagem em local proibido, transitar pelo acostamento e estacionar em acostamento, veículo em mau estado de conservação, passageiro sem cinto de segurança.

APREENSÕES

Durante a operação, foram apreendidos 78 comprimidos de anfetamina, 11 armas de fogo, 29 munições, 140m³ de carvão vegetal, 85m³ de madeira e 1.200Kg de pescado. Três veículos roubados foram recuperados e 57 pessoas foram presas.

ACIDENTES

O primeiro acidente com morte, no período da operação, ocorreu às 4h20 do dia 22, no quilômetro seis da BR-316, em Ananindeua, resultado da colisão entre um Fia Uno e uma bicicleta, sendo que o ciclista, não identificado, morreu no local. Segundo testemunhas, o ciclista entrou na rodovia sem a devida atenção.

No dia 25 ocorreram três acidentes que resultaram em cinco mortes. Às 15h30, no quilômetro 174 da BR-308, em Tracuateua, colidiram frontalmente um ônibus e um carro Saveiro, resultando em duas vítimas fatais, ocupantes do Saveiro, identificadas como José Augusto Gomes da Silveira, de 48 anos (condutor do veículo) e Dioneia de Souza Lima dos Santos, de 29 anos (passageira). A causa presumível do acidente foi defeito mecânico no ônibus;

Às 19h30, no quilômetro 160 da BR-308, ocorreu uma colisão entre um carro e uma motocicleta, que estava com dois ocupantes que morreram no local. O(s) ocupante(s) do carro fugiram do local antes da chegada da PRF. Já às 21h, no quilômetro 31 da BR-155, em Marabá, a colisão frontal entre um microônibus e um carro resultou na morte do motorista do carro que não foi identificado. O acidente foi causado por uma ultrapassagem em local proibido.

No período do réveillon, ocorreu um acidente com vítima fatal. Às 17h45, do dia primeiro de janeiro de 2013, no quilômetro 100 da rodovia BR-230, no município de Marabá, um Fiat Pálio, conduzido por Deilton Feitosa Lima, de 31 anos, ao realizar uma manobra de ultrapassagem, colidiu com uma bicicleta cujo condutor, que não foi identificado, morreu no local.

domingo, 19 de agosto de 2012

Prolongamento da João Paulo II inicia este ano

Os frequentes congestionamentos formados ao longo do principal corredor de trânsito da grande Belém, a avenida Almirante Barroso, fazem o paraense aguardar com ansiedade o início das obras de prolongamento da avenida João Paulo II. A esperança dos condutores é de que, com uma nova alternativa de rota, o movimento de entrada e saída da cidade flua com mais rapidez. A obra tem previsão de início marcada para o mês de dezembro e corresponderá a cerca de 4 mil metros, avançando da passagem Mariano, no bairro Curió Utinga, até a rodovia Mário Covas, em Ananindeua. “Sonho dia e noite com essa obra. Com o congestionamento que tenho enfrentado diariamente na [avenida] Almirante Barroso, perco quase três horas por dia apenas no trânsito de casa para o trabalho. É um tempo que eu nem tenho para perder, no final das contas são quase três dias por mês”, diz a funcionária pública Carmem Vieira, que se desloca para o trabalho do conjunto Cidade Nova IV para o bairro de Nazaré pela avenida Almirante Barroso. “Se tivesse a 1º de Dezembro [atual avenida João Paulo II) ficaria bem melhor para mim. Acredito que reduziria meu trajeto em mais de 50%”, avalia.
Pelo projeto, que faz parte da segunda etapa do Ação Metrópole, a nova João Paulo II será ligada à rodovia Mário Covas através de uma conexão com o elevado do Coqueiro, permitindo o acesso direto a Belém de veículos oriundos dos conjuntos Cidade Nova e Paar, além dos bairros do Coqueiro e 40 Horas, em Ananindeua. “Não há dúvida de que será uma nova alternativa para desafogar o trânsito na região metropolitana, já que o acesso hoje se dá apenas pela rodovia BR-316, porém, mais que uma via de acesso e saída da cidade, o prolongamento traz a marca do desenvolvimento urbano para a cidade, trazendo benefícios sociais, econômicos e ambientais”, explicou o diretor geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), César Meira.
Neste primeiro momento, diz o diretor, está sendo elaborado o projeto executivo que entre outros produtos lançará o edital de abertura para o processo licitatório, marcado para o dia 02 de outubro. “Há um intervalo de tempo burocrático, mas, definida a empresa vencedora da licitação, a obra efetivamente tem início”, diz Meira, antecipando a redução no número de desapropriações na área por onde passará a nova via. “Diferente do que previa o traçado inicial, cruzaremos uma área com menos intervenções urbanas, de modo que o número de desapropriações será bastante reduzido. A quantidade exata, entretanto, apenas o projeto executivo definirá”.
A nova avenida João Paulo II terá duas pistas, com três faixas por sentido, ciclovia e implantação de duas pontes. A primeira a 60 metros da passagem Mariano, transpondo a ponta do Lago Bolonha, e outra a 200 metros da rua da Pedreirinha, transpondo a ponta do Lago Água Preta. A via circundará parte do Parque do Utinga, funcionando como barreira física e sanitária de proteção à Area de Preservação Ambiental (APA) Belém ao prever um sistema de drenagem que fará a captação dos efluentes que atualmente são diretamente lançados nos mananciais, promovendo a devida filtragem desses afluentes. “Também será uma barreira física, porque será margeada por um muro em gradil que permitirá a visualização do Parque ao mesmo tempo que impedirá o avanço urbano sobre o parque, que vem sofrendo com a urbanização”, destaca César Meira. A previsão é de que a nova via seja inaugurada no prazo de um ano, já considerando as adversidades climáticas. 
AÇÃO METRÓPOLE
O prolongamento da av. João Paulo II é a segunda etapa do projeto Ação Metrópole. A primeira foi finalizada com a construção da avenida Centenário Assembleia de Deus e do elevado Daniel Berg.
PREVISÃO
Após a conclusão da obra, prevista para dezembro de 2013, terá inicio a última fase, que corresponde à implantação do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) do Estado, entre Belém e Marituba.

RF retém jato da familia ORM


A Receita Federal reteve, na tarde de sexta, uma aeronave que estaria sendo utilizada pela empresa “ORM Air Taxi Aéreo” sob suspeita de irregularidades na importação. Segundo fontes da Receita Federal, o avião em questão tem problemas de registro de propriedade e importação. No caso em questão, os irmãos Maiorana seriam os reais proprietários, embora a aeronave esteja em nome de estrangeiros. Se confirmada suspeita, eles poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica e descaminho.
Apesar de o fato ser de interesse público, a Infraero e Receita Federal não quiseram se pronunciar oficialmente sobre o caso. O avião é de um jato de luxo, modelo executivo, com iniciais N2 e o restante com letras de um alfabeto desconhecido. Após a notícia da retenção ter vazado para a imprensa e sem que soubesse que tínhamos essas informações, a equipe do DIÁRIO conversou com Flávio Santos, gerente da ORM, dentro da sala de monitoramento da Infraero. No início, Santos negou o ocorrido. Porém, quando a reportagem citou que a aeronave com iniciais N2 é a que havia sido apreendida pela Receita Federal, ele não só confirmou que era essa aeronave, como também disse que ela era dos Estados Unidos, espontaneamente.
Questionado pela reportagem sobre o motivo dessa aeronave ter a logomarca das Organizações Rômulo Maiorana, ele em seguida desconversou: “Vocês vão ter que provar o que estão dizendo. Eu estou dizendo que nenhuma aeronave da ORM está apreendida. Todas elas estão no nosso hangar”, argumentou. Convidado pela reportagem a nos acompanhar até o hangar para que confirmasse o que falava, ele disse que não tinha autorização para fazê-lo.
O auditor da Receita Federal que cuida do caso é Iranilson Brasil, conforme informação dada pelo funcionário da Receita de plantão no aeroporto. O plantonista nos informou que por ele poderíamos ter acesso ao Hangar, mas, após uma consulta por telefone ao auditor da Receita responsável pelo caso, o acesso foi negado. A equipe do DIÁRIO chegou a entrar em contato com o auditor por telefone, mas ele se negou a dar maiores informações.

SILÊNCIO
No portão que dá acesso ao Terminal de Cargas Internacionais, guardado pelo vigilante Valdecir, de uma empresa particular que presta serviços à Infraero - e é responsável pela proteção da entrada onde são guardadas as cargas que vêm de outros países - , a equipe do DIÁRIO foi informada que a Receita autorizou que o avião retido fosse lacrado e ficasse sob os cuidados da Infraero.
A informação contrastou com as primeiras palavras do gerente Flávio Santos, que garantia que não havia nenhuma aeronave retida nas dependências do aeroporto internacional de Val de Cans. “Não tenho conhecimento de nenhuma aeronave apreendida”, garantiu ele, com certa tranquilidade, à reportagem do DIÁRIO. Minutos depois, ele acabou dizendo que uma aeronave americana com iniciais N2 estava sim retida pela Receita Federal. Entretanto, o servidor do órgão, que se encontrava na sala da Receita, no aeroporto, a cada pergunta feita reportagem do DIÁRIO, respondia com a mesma frase: “Não estamos autorizados a dar informações”. Mesmo com esse bloqueio que foi imposto à imprensa, fontes do órgão confirmaram a retenção do jatinho de luxo. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

TRABALHO ESCRAVO

Cerca de três em cada mil pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (1º). O número total de pessoas presas em empregos que lhes foram impostos por meio de coação ou de engano chega a 20,9 milhões. Nessas situações também podem ser incluídos o tráfico de seres humanos ou práticas análogas à escravidão. O último relatório da organização sobre o assunto foi divulgado em 2005.
“O tráfico de seres humanos também pode ser considerado trabalho forçado e, assim, essa estimativa capta o tráfico de seres humanos para exploração laboral e sexual ou o que alguns chamam de escravidão moderna”, diz o estudo.
De acordo com o levantamento, mulheres e meninas representam 55% (11,4 milhões) do total de trabalhadores forçados, enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%). Além disso, os adultos são mais afetados do que as crianças, pois 74% (15,4 milhões) das vítimas são maiores de 18 anos e 26% (5,5 milhões) estão abaixo dessa faixa etária.
A região da Ásia e do Pacífico apresenta o número mais alto de trabalhadores forçados no mundo, 11,7 milhões (56%). A África vem em seguida, com 3,7 milhões (18%), e a América Latina, com 1,8 milhão de vítimas (9%). Nos países da Europa Central e do Leste Europeu são registrados 1,6 milhão (7%) de pessoas trabalhando de forma forçada. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia há 1,5 milhão (7%) de trabalhadores forçados, enquanto no Oriente Médio, o número de vítimas é estimado em 600 mil (3%).
O estudo mostra ainda que 90% dos trabalhadores (18,7 milhões) são explorados na economia privada, por indivíduos ou empresas. Desses, 4,5 milhões (22%) são vítimas de exploração sexual forçada e 14,2 milhões (68%) são forçados em atividades econômicas como agricultura, construção civil, trabalho doméstico ou industrial.
Além disso, 2,2 milhões (10%) são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado, como por exemplo, nas prisões, o que viola as normas da OIT, ou imposto por forças armadas rebeldes ou exércitos nacionais.
O documento também apresenta a relação entre migração e trabalho forçado. Há 9,1 milhões de vítimas (44%) que estão presas no trabalho forçado após um processo migratório, ou seja, o deslocamento dentro de seus países ou para o exterior. A maioria dessas pessoas, 11,8 milhões (56%), está submetida a trabalho forçado em seus países de origem ou residência.
Os deslocamentos entre fronteiras estão estreitamente vinculados à exploração para fins sexuais. Em contrapartida, a maioria dos trabalhadores forçados em atividades econômicas e quase todos os que são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado não se afastaram de suas áreas de origem”, mostra o estudo. (Agência Brasil)

24 MILHÕES VACINADOS CONTRA A GRIPE

Mais de 24,12 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe, de acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. O número representa 80,04% do público-alvo indicado para a imunização, que inclui idosos, crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes, índios e profissionais de saúde.

A pasta informou que 18 estados e o Distrito Federal atingiram a meta de proteger 80% dos grupos indicados. O registro dos dados da campanha será feito até a próxima sexta-feira (15).

A maior adesão foi verificada entre os trabalhadores de saúde, que registraram cobertura vacinal de 99,69%. As crianças respondem pela segunda maior adesão, com 86,83%. Alguns grupos prioritários, no entanto, ainda não alcançaram a meta de 80%: os idosos, com 77,79%, a população indígena, que é vacinada nas próprias aldeias, com 77,1%, e as gestantes, com 71,4%.

A Região Centro- Oeste conseguiu a maior adesão da população, com cobertura de 85,31% do público-alvo. O Sul ficou em segundo lugar, com 83,36%, seguido pelo Norte, com 81,62%, pelo Nordeste, com 80,79%, e pelo Sudeste, com 77,30%.

Por meio de nota, o ministério reforçou que cada município tem autonomia para avaliar a cobertura alcançada na sua área de abrangência e determinar se deve continuar ofertando as doses. Caso a cobertura tenha ficado abaixo da meta, a orientação é que a vacina continue sendo aplicada.

A pasta destacou ainda que a vacina contra a gripe tem impacto direto na diminuição dos casos e dos gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias, além de contribuir para a redução das internações hospitalares e da mortalidade. A dose protege contra os três principais vírus que circularam no Hemisfério Sul no ano anterior ao da vacinação, entre eles o da influenza A (H1N1) – gripe suína. (ABr)

CASA DA SAUDE MENTAL ADERE A GREVE DA SAUDE

Os funcionários da Centro de Atenção Pisico Social - Caps Casa Saúde Mental Infantil, em Belém, também resolveram aderir, na manhã de hoje (18), à greve dos Hospital Pronto-Socorro Mário Pinotti, da travessa 14 de Março, em Belém, que já completa uma semana nesta segunda-feira e não tem previsão para encerrar. A reivindicação dos trabalhadores também é por melhores condições de trabalho no local.
Segundo informou a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), a diretoria do hospital recebeu, nesta manhã, uma comissão dos grevistas para discutir a pauta de reivindicações.
Os servidores da saúde municipal elaboraram uma lista com todos os pontos que precisam ser melhorados. O documento deve ser entregue à Sesma durante a reunião.
De acordo com a coordenadora de greve, Rosana Rocha, o HPSM da 14 precisa de medicamentos, equipamentos para os profissionais e também de materiais que ajudem a manter o ambiente limpo. Os banheiros também apresentam péssimas condições de uso.
Os grevistas se revezam dia e noite em frente ao HPSM da 14, enquanto esperam um posicionamento da Sesma. Rosana enfatiza que a cada dia que passa os servidores se mostram mais firmes na luta por melhores condições de trabalho. “Alguns já começam a ficar com raiva na demora pela negociação. Com isso o movimento se fortalece”, disse.
Nesta terça-feira (19), os grevistas planejam fazer uma campanha de doação de sangue, enquanto farão vigília em frente ao prédio do pronto-socorro. “A nossa função é salvar vidas e vamos mostrar que, mesmo em estado de greve, continuaremos a cumprir a nossa missão”, finalizou Rocha.
A Sesma informou, por meio de nota enviada à redação do DOL, que receberá as reivindicações dos servidores da Casa Saúde Mental Infantil para avaliar e saber como atenderá as demandas o mais rápido possível.

INVASORES DE BELO MONTE SERÃO INDICIADOS PELA JUSTIÇA

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) promete acionar a Justiça em relação à invasão por dezenas de lideranças indígenas e ativistas a um dos escritórios nos canteiros da Usina de Belo Monte em Altamira do Pará, no fim da tarde do último sábado, 16. Foram quebrados computadores, mesas, cadeiras e queimados documentos.
O CCBM registrou um boletim de ocorrência na delegacia do município. A Polícia fará levantamento dos danos e irá apurar se houve saque ou apenas vandalismo.
Por meio da assessoria, o Consórcio observou que já havia uma liminar proibindo o acesso de manifestantes ao sítio da empresa.
A invasão ao escritório é a segunda manifestação ocorrida em Belo Monte durante a realização do Xingu+23, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro, a Rio+20. O Xingu+23 é uma espécie de conferência com uma série de atividades e debates em comemoração aos 23 anos de resistência contra Belo Monte, que acontece em Santo Antônio, a 50 km de Altamira.
Na primeira manifestação, na quinta-feira passada, cerca de 200 pessoas, entre indígenas, agricultores e pescadores afetados pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, ocuparam durante todo o dia o local onde a barragem será construída, próximo à vila de Santo Antônio. No local, o consórcio ergue uma espécie de barragem de terra conhecido por ensecadeira.
O Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS), em nota, nega incentivo às manifestações de quebra-quebra. O MXVPS é organizador e coordenador do encontro Xingu+23. "A ação dos indígenas foi realizada de forma independente. Alguns participantes do evento decidiram, por conta própria, apoiar o ato dos indígenas. Em nenhum momento a ação foi incentivada pela coordenação do evento", declaram em nota. (DOL, com informações da Agência Estado)

RIOS E MANGUES LIMPOS POR VOLUNTÁRIOS EM BELÉM

Na manhã deste domingo (17), cerca de 200 pessoas percorreram mais de cinco quilômetros para ajudar na limpeza de rios e mangues da Região Metropolitana de Belém (PA).
Os voluntários se dividiram em três equipes: “Água”, onde usaram embarcações, como caiaque, lancha, motonáutica e canoa; “Terra", que fez a limpeza continental e dos mangues; e “Anfíbio”, que recolheu os resíduos das margens.
O mutirão começou a limpeza pelos rios Ariri, Maguari, Benfica e Caraparú. A ação foi um ensaio geral para a 3ª edição do “Clean Up Day” que acontecerá em setembro. O objetivo é que até lá, mais de cinco toneladas de lixo sejam retiradas.
Entre as sujeiras, muitas garrafas plásticas, sandálias e latinhas, mas o que chamou atenção mesmo foi um monitor de computador, um pedaço de sofá e outros aparelhos eletrônicos retirados das águas.
Todo esse material foi encaminhado para o Projeto Seletiva, onde serão separados e reaproveitados por cooperativas que trabalham com reciclagem.
O dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (Clean Up Day) é realizado em mais de 120 países. Em Belém, é praticado desde 2010 e foi trazido pelo grupo Marenteza Canoagem.

POLICIAL MORTO EM CONFRONTO COM ASSALTANTES

Um policial militar foi morto em confronto com assaltantes, na noite da última sexta-feira (15), no município de Portel, na ilha do Marajó, a cerca de 270 km de Belém. Segundo informações do 9º Batalhão de Destacamento da Polícia Militar de Portel, o soldado Ademar Calandrine da Cruz, 24 anos, foi morto com um tiro na cabeça após uma perseguição a dois assaltantes que teriam acabado de roubar um estabelecimento comercial no centro do município. “Assim que o soldado Calandrine e dois policiais chegaram para controlar a situação, os bandidos começaram a correr em direção ao cemitério da cidade e atirar contra a guarnição. Na troca de tiros, um dos bandidos acertou em cheio a cabeça do soldado. Ainda chegamos a levar o PM para o pronto-socorro da cidade, mas não adiantou. Ele morreu na hora”, afirmou o major Rui Cintra, comandante do 8º BDPM.
Na manhã de ontem, o corpo do militar foi trazido de avião para o Aeroclube de Belém e encaminhado para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde será realizada a autópsia. Segundo o major Cintra, o soldado era natural do município de Salvaterra, também no Marajó, e estava na Polícia Militar há pouco mais de um ano. “Apesar de ser recém-formado, o soldado Calandrine era um dos nossos homens mais atuantes no batalhão. A perda dele não será sentida apenas pela família, mas também por todo o nosso efetivo da polícia. Era um soldado que sempre estava à disposição do batalhão e honrava a sua função na sociedade”, destacou o major.
Amigos da vítima estiveram no Aeroclube para esperar a chegada do corpo, que, após a perícia do Instituto Médico Legal, será levado de volta ao Marajó, onde o policial morava com a família.
Colega de turma da vítima, o soldado William, do 8º Batalhão da PM, disse que Calandrine era um dos alunos que mais se destacavam na escola de formação da Polícia Militar. “Nós estudamos juntos na escola da preparação da PM e o Calandrine sempre demonstrou muito empenho pela profissão. Quem conviveu com ele sabe o quanto ele era um profissional dedicado e uma pessoa excepcional. É uma pena ver alguém tão dedicado e de bom caráter morrer tão cedo. E ainda mais numa situação dessa, ser morto em pleno exercício da função”, afirmou o militar.
Buscas em Portel
Segundo o major Cintra, após o baleamento do policial militar, os assaltantes ainda conseguiram fugir, mas horas depois um deles foi capturado pela polícia na periferia do município. “A gente não tem a informação exata de onde o outro bandido se encontra, o que a gente sabe é que ele ainda continua no Marajó, pois a PM está fazendo um trabalho intensivo no arquipélago para capturar o acusado do homicídio o mais rápido possível”, ressaltou Cintra.
Em Belém, a assessoria de comunicação do Comando da Polícia informou que está aguardando um relatório para se pronunciar oficialmente sobre a morte do soldado. Segundo amigos de Ademar Calendrine da Cruz, o corpo dele será velado e enterrado hoje no município de Salvaterrra.