sábado, 27 de março de 2010

Alunos ribeirinhos vão receber novas lanchas

Os alunos de escolas públicas localizadas em regiões ribeirinhas vão receber, a partir de maio, 600 novas lanchas para o transporte escolar. A medida é resultado de uma parceria entre os ministérios da Educação e da Defesa e visa a garantir a qualidade desse tipo de transporte, levando segurança e conforto para os alunos.

Segundo o Coordenador-geral de apoio à manutenção escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Maria Rodrigues de Souza, as lanchas estão sendo desenvolvidas especialmente para o programa Caminho da Escola.

Ele informou que uma equipe formada por técnicos do FNDE e da Universidade de Brasília está testando duas embarcações a fim de identificar necessidades de ajustes e vivenciar as dificuldades dos alunos que utilizam esse tipo de transporte para ir à escola nas cidades ribeirinhas da Amazônia.

“A pesquisa vai ajudar o país a identificar as rotas fluviais, o número de alunos transportados em cada embarcação, as condições técnicas desses barcos, o tempo gasto, a expectativa de pais e alunos, autoridades municipais e comunidades ribeirinhas”, disse.

Até junho, a equipe de pesquisadores percorrerá, entre Belém (PA) e Tefé (AM), 5 mil quilômetros dos rios Guamá, Amazonas e Tapajós, no Pará, e Amazonas e Solimões, no Amazonas. Eles vão analisar cerca de 65 rotas percorridas por alunos que moram em áreas ribeirinhas. De acordo com Souza, o trabalho vai resultar na primeira pesquisa de campo sobre o transporte escolar aquaviário do país.

Para a construção das lanchas, levou-se em consideração a idade e as necessidades dos alunos durante o trajeto casa-escola-casa. Construídas em alumínio, com 7,3 metros de comprimento, as embarcações estão sendo equipadas com itens de segurança, como coletes salva-vidas e extintor de incêndio. Podem transportar até 20 alunos, incluído um lugar para portador de necessidades especiais.

Em 2010, a previsão é que 180 embarcações sejam distribuídas para municípios que utilizam o transporte aquaviário. Dados do FNDE indicam que o Brasil possui 300 mil crianças que vão para a escola usando barcos, sendo 180 mil só na Região Norte.

Coletivo bate e invade residência em São Brás



Apesar do prejuízo, ontem também foi um dia de sorte para um idoso de 80 anos. Ele é um dos moradores da casa invadida por um ônibus da linha Satélite/Felipe Patroni, na avenida Conselheiro Furtado, bairro de São Brás, em Belém. Por volta das 17h, quando o acidente aconteceu, dois coletivos colidiram e um deles, desgovernado, só parou ao bater na fachada da casa.

Raimundo Coutinho, outro morador da casa, de certa forma estava aliviado, pois seu avô tem o costume de sentar todas as tardes no pátio de sua residência e justamente ontem ele teve que sair e se livrou do acidente.

“O que mais agradeço é de não ter acontecido nada com ele, porque é comum ele ficar sentado aqui e, se ele estvesse, não estaria entre nós”, agradeceu Raimundo.

O ACIDENTE

O motorista do Satélite Haroldo Monteiro apresentou a versão de que estava em baixa velocidade quando foi trancado pelo motorista da linha Sideral D. Pedro II. “Ele estava em alta velocidade e freou na minha frente, com isso, desviei o carro e como a pista estava molhada acabou provocando o acidente”, declarou Haroldo.

Já o motorista Joel Alves, da linha Sideral D. Pedro II, rebate a versão de Haroldo e declara que estava trafegando em velocidade normal quando de repente já escutou o barulho e teve a traseira do coletivo batida. “Ele estava distante de mim, eu já tomei um susto quando ouvi o barulho com a batida”, argumentou Joel, que teve o parabrisa traseiro destruído.

Com a colisão, o veículo invadiu a residência e comprometeu a estrutura da fachada da casa. No momento em que o ônibus foi retirado da casa, pedaços de concreto foram arrancados. Uma equipe do Corpo de Bombeiros estiveram no local para interditar a área. (Diário do Pará)

Feira do Ver-O-Peso completa hoje 383 anos



Como será o Ver-o-Peso daqui a 300 anos? A maior feira a céu aberto da América Latina faz aniversário hoje, completando 383 anos dividida entre três mundos: o passado, o presente e o futuro. Enquanto mantém sua tradição de produtos e costumes, o maior patrimônio de Belém também se adequa aos novos tempos, dominado pela paisagem urbana e pelas novas tecnologias.

Já na esquina da feira, na Boulevard Castilhos França com a avenida Portugal, onde fica a chamada Pedra do Peixe, é possível perceber essa simbiose de mundos. Quando o dia ainda está amanhecendo, às 6h, o movimento de veículos é grande, com carros e ônibus dos novos tempos, disputando cada espaço no asfalto com os tradicionais carregadores de peixe e carreteiros.

Enquanto a venda na beira do rio, mesmo proibida, acontece, o movimento não para. Com caixas cheias de peixes na cabeça, os carregadores andam de um lado para o outro, acelerados para garantir o suado dinheiro. Para abrir caminho entre pessoas e bicicletas, às vezes é preciso assobiar ou gritar. Mais ou menos como os motoristas usam as buzinas para alertar quem está na frente. “Não dá para parar. É tudo rápido. É pesado, mas estamos acostumados”, diz Manoel leite, esbaforido com uma caixa de pescado na cabeça.

Do outro lado da feira, o choque de gerações também pode ser percebido. Se no meio da feira estão as erveiras, os vendedores de frutas, verduras, comida pronta e artesanato, na outra ponta, ficam os vendedores de roupas e eletrônicos, já próximos da Estação das Docas, outro símbolo da modernidade belenense. “A feira evoluiu, temos que evoluir”, resume Marcelo Martins, 26 anos, vendedor de produtos importados e brinquedos.

Marcelo afirma que, se o exótico atrai mais o turista, o tipo de produto que vende é mais para quem mora na cidade. “Quem compra mais é o pessoal daqui, turista só compra mesmo o artesanato e as frutas”, resume o camelô, que fica ali mais de 12 horas por dia “pra ganhar alguma coisa”.

Cartão de crédito para ajudar a vender

Para sobreviver, até quem vive da tradição precisa se adaptar à tecnologia. Na barraca de artesanato de Rubens Drago, 40 anos, por exemplo, você pode comprar os produtos com dinheiro e com cartão de crédito. “Hoje, ninguém mais compra com cheque, por desconfiança, só dinheiro e cartão”, explica, enquanto mostra a máquina que faz a compra com o “dinheiro de plástico”. “Quando me ofereceram esse tipo de venda, tive que aceitar. Muita gente deixa o dinheiro no banco e só carrega o cartão por segurança”.

Mesmo assim, Rubens diz que o comércio é outro, bem pior do que há 20 anos, quando começou no local. “Quando comecei, a gente faturava mais, os turistas compravam. Hoje muitos só olham, tiram fotos e vão embora”, reclama. Outro problema enfrentado pelos artesãos é a facilidade oferecida pelos produtos industrializados. “Muita gente deixou o artesanato de lado. Uma peneira que era usada para pôr frutas, por exemplo, hoje as pessoas usam de plástico, mas barato e durável”, reitera.

Mas, acima de tudo, ele é um otimista sobre o futuro do mercado. “O Ver-o-Peso depende de nós mesmos para sobreviver. Nós temos que cuidar dele como cuidamos da nossa casa e mantê-lo limpo. Só assim ele vai durar mais”, complementa.

Se depender das vendedoras, a feira vai durar mesmo, com o conhecimento repassado através das gerações. “Ela tem que se virar, de repente eu caio doente e morro, ela que vai tomar conta aqui”. Assim, de maneira simples e direta, que Sueli Souza, 45 anos, 30 deles vividos na experiência em ervas, explica por que está ensinando tudo que sabe à filha, Simone Souza, 23 anos. Sueli confirma que aprendeu o ofício das plantas e da medicina natural com a mãe, “macumbeira de Igarapé-Miri”.

Simone diz que é a única dos três irmãos que realmente deve trilhar o mesmo caminho da mãe. “Ela foi a única dos meus três filhos que se interessou pelo meu trabalho. Filho de peixe tem que ser peixe também, né?”, indaga. Mas, para Sueli, o maior presente é perceber que o trabalho ali ainda vale a pena. “Eu gosto daquilo que faço. Não admito trabalhar com aquilo que não gosto”, conclui. “Quem dera se mais pessoas tivessem vontade de aprender sobre a nossa cultura”.

Por isso, como será o Ver-o-Peso daqui a três séculos não é possível prever, mas se depender de quem convive diariamente com aquele mundo particular, ele deve durar bem mais do que isso. “Ah, o Ver-o-Peso ainda vai durar muito tempo. Tem muita história para contar ainda. Não tem nada igual em nenhum lugar do mundo”, resume, em forma de elogio, Maria das Dores Pereira, 39 anos, sobre o que representa, para ela, a feira. (Diário do Pará)

ESTAMOS DE VOLTAAAA

Eu voltei, agora pra ficar...porque aqui, aqui é meu lugar...bacana, masi tenho novidades, visitem o site do ROTA CIDADÃ 190, lá vamos saber de tudo o que acontece na cidade maravilhosa de Belém do Pará, terra da chuva, dos alamentos, do transito horrivel e das praias mais lindas do mundo, adorrro viver nesta cidade, tudo vale a pena...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Municípios prometem mais recursos para crianças

Entidades ligadas à luta em defesa dos direitos das crianças e adolescentes deverão realizar, hoje de manhã, um protesto em frente à Câmara Municipal de Belém (CMB), onde já está na pauta de votação o orçamento municipal para 2010. O objetivo da manifestação é contestar os valores apresentados para investimentos na área da infância e juventude que, segundo a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Nazaré Sá, são “vergonhosos”. “Precisamos que essa discussão em torno do orçamento venha a público, uma vez que o projeto da prefeitura não contempla de maneira satisfatória a área da infância e juventude”, destacou.

A informação foi dada ontem à noite, durante a solenidade que marcou a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Ministério Público Estadual (MPE), o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep) e o Unicef, com o objetivo de garantir a prioridade na destinação de verbas para a área da infância e da juventude, conforme está assegurado na Constituição Federal e no próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A assinatura foi uma prévia do que acontecerá a partir de hoje, no I Congresso Paraense de Municípios, que inicia às 8h30, no Hangar Centro de Convenções.

Para Nazaré, o ato pode ser considerado um marco na história da garantia dos direitos das crianças e adolescentes, na medida em que os órgãos envolvidos se comprometeram, cada qual na sua esfera de atuação, a garantir a destinação adequada de recursos para essa parcela da população. “Ainda há muita falta de conhecimento técnico dos gestores municipais. Esse é um dos fatores que acabam gerando o sucateamento dos conselhos tutelares, a falta de abrigos e a não efetivação das casas de acolhimento, uma vez que a maioria das prefeituras só trabalha com os recursos federais”, explicou.

O promotor de Justiça e coordenador dos Centros de Apoio Operacionais do MPE, Natanael Leitão, observou que a obrigação dos municípios, de instituir um fundo para as políticas voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes, está instituída tanto na Constituição Federal quanto no ECA, mas, na prática, não é isso o que se vê. “Por isso, fizemos questão de convidar a Famep, para que todos os prefeitos possam presenciar e participar desse compromisso, cuja efetivação será fiscalizada tanto pelo Ministério Público quanto pelo TCM”, observou.

Ao que parece, o trabalho será grande. De acordo com a conselheira Rosa Hage, presidente do TCM, apenas 25 dos 143 municípios paraenses consignaram em orçamento a criação do fundo para as crianças e adolescentes. No entanto, apenas 14 desses 25 aplicaram recursos nesse fundo. “Os municípios que não cumprirem com essa obrigação poderão, sim, sofrer sanções, mas, sem dúvida, os maiores penalizados serão as nossas crianças e adolescentes, que acabam ficando privados de ações que os governos têm a obrigação de promover”, completou.

Já o prefeito de Ananindeua e presidente da Famep, Helder Barbalho, comemorou a assinatura do termo e garantiu o empenho da Federação na consolidação da prioridade das políticas para crianças e adolescentes dentro dos municípios ligados à Famep. “Sem dúvida, os orçamentos municipais ainda estão distantes da necessidade de se construir uma rede de proteção social para crianças e adolescentes que esteja a contento. Mas, tenho certeza de que estamos avançando e este gesto, de assinar um termo de cooperação em que todos os municípios paraenses assumem o compromisso de construir orçamentos cujo enfoque sejam ações na área da saúde, educação e assistência social para crianças e adolescentes, é um grande ganho para o futuro do nosso Estado e dos nossos municípios”, destacou. (Diário do Pará)

CTBel estudará regulamentação de perueiros



Uma luz no fim do túnel. Assim os motoristas de transporte alternativo caracterizam o dia de paralisação. A partir de uma reunião realizada entre a categoria e o diretor superintendente da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), Alfredo Sarubby, na manhã de ontem, pode ser que o transporte alternativo seja regularizado em Belém. Quem decidiu trabalhar nesta terça-feira teve os carros parados e os pneus esvaziados.

Logo cedo, várias vans se concentraram em frente ao estádio Mangueirão, de onde saíram em carreata até o prédio da Prefeitura Municipal de Belém, no centro. Aproximadamente 350 veículos ficaram estacionados durante toda a manhã perto do Palácio Antônio Lemos. Francinaldo Barros, presidente do Sistema Integrado de Cooperativas de Transporte Alternativa de Belém (Sincotran), explica que a intenção da paralisação era mostrar para o poder público que o transporte alternativo é essencial para a população. Ele estima que cerca de 200 mil pessoas foram prejudicadas com a suspensão dos serviços.

Os principais usuários do transporte alternativo são moradores de áreas de periferia, cujo transporte público urbano não consegue atender toda a demanda. “Os ônibus comumente passam lotados, por isso prefiro o transporte alternativo, que é praticamente o mesmo preço e o conforto é um pouco maior”, comenta a estudante Maria Carolina do Rosário, que mora no conjunto Satélite.

Uma das exigências da Prefeitura Municipal para a regularização da categoria era a criação de uma empresa e um estudo de viabilidade técnica. O presidente do Sindicato explica que tudo isso foi feito e o projeto foi apresentado ontem para Alfredo Sarubby, que estava representando o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Diante do projeto, Sarubby se comprometeu em realizar um estudo sobre o itinerário que poderia ser feito pelo transporte alternativo.

“Nós poderemos utilizar esse tipo de transporte como fonte alimentadora, ou seja, para suprir as localidades não contempladas pelo transporte regular, mas isso vai depender do estudo realizado pela CTBel”, contou o diretor superintendente da Companhia.

Para a categoria, esse foi um avanço na luta pela legalidade. “Nós estávamos tentando a regularização há aproximadamente seis anos e acredito que agora esse sonho está um pouco mais próximo”.

>> Vereadores declaram apoio a alternativos

A regulamentação foi o caminho pregado pelas bancadas do PT. PSB, DEM e PPS para solucionar o impasse dos transportes alternativos da capital, durante a sessão especial que debateu o assunto, ontem à tarde, na Câmara Municipal de Belém. A crítica de todos foi sobre a ausência de representantes do prefeito Duciomar Costa, – que se encontrava em Manaus,- e do Ministério Público do Estado (MPE).

O vereador Augusto Pantoja (PPS) voltou a fazer duras críticas a Duciomar Costa, ao afirmar que Belém tem como administrador “um animal que vive o tempo inteiro escondido em uma toca que não sabemos onde é”. Às críticas dele uniram-se as da representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará, Safira Duarte Neto. Ela lamentou as ausências e declarou o empenho da OAB na busca de soluções sobre os alternativos. “Precisamos que mais autoridades se envolvam nesta questão”, afirmou.

Para o vereador Marquinho do PT, solicitante da sessão, o transporte alternativo é fundamental para a população mais pobre da região metropolitana.

Alfredo Costa (PT) também fustigou o prefeito e a Companhia de Transportes de Belém (CTBel) por não terem comparecido à sessão. “É um desrespeito muito grande aos profissionais envolvidos e à população de Belém”, afirmou.

Ele lembrou que capitais como Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ) resolveram o problema partindo para a solução mais óbvia: a legalização. “Por que Belém é diferente? Por que em Belém tem de haver um monopólio do sistema de transportes pelas grandes empresas?”, questionou.

Alfredo Costa também questionou o fato das empresas atuantes no transporte público de Belém serem as mesmas que durante 17 anos não pagaram impostos e tiveram essa dívida perdoada recentemente pelo prefeito.

Pelo PSB, Ademir Andrade observou que o sistema alternativo de Belém transporta diariamente em torno de 260 mil pessoas. Na opinião dele, somente esse número já seria suficiente para dar ao administrador público uma ideia da importância desse sistema para a população e limitar qualquer intenção de favorecer apenas os grandes empresários de ônibus.

“Vocês são, hoje, mais úteis à população do que o dito transporte regular”, afirmou o vereador Fernando Dourado. Para ele, assim como o transporte alternativo, a situação dos camelôs, guardadores e lavadores de carros são outras questões que continuarão “a ser empurradas com a barriga” por desinteresse do Executivo. (Diário do Pará)

Professores denunciam fraude em prova da UFPA



Professores do Colégio Impacto, em Belém, pretendem entrar com uma ação no Ministério Público Federal para que seja investigada a denúncia de um possível vazamento de uma questão do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade Federal do Pará para outra instituição acadêmica da cidade.

A questão número 19 de Geografia apresentou itens completamente idênticos ao de um exercício apresentado aos alunos do colégio Universo alguns dias antes da prova. “Cinco itens são iguais ao de uma questão que está disponível na internet, mas os professores do Universo apresentaram um item a mais que, coincidentemente, também está na questão da UFPA”, diz o professor de Geografia Antonio Carvalho.

>> Veja as semelhanças entre a prova e o exercício do Colégio Universo

“Queremos que a UFPA nos dê uma explicação convincente. Caso contrário entraremos com uma ação no Ministério Público pedindo, quem sabe, até a anulação da prova”, afirma o também professor de Geografia do Impacto Nonato Bouth.

O gráfico e as alternativas que estão na prova da UFPA são iguais ao que foi apresentado como exercício para os alunos do Universo, segundo denuncia o colégio Impacto.

A questão foi anulada pela universidade. Em nota de esclarecimento a UFPA informa que anulou a questão “após análise realizada por uma equipe de professores da UFPA, que detectou proximidade da questão com a de uma prova de concurso vestibular da Universidade Federal da Bahia, aplicada em 2007”.

De acordo com a diretora do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS/UFPA), Marilucia Oliveira, a Universidade “tem um compromisso moral de prezar pelo ineditismo das questões de seu vestibular. Embora não haja nenhuma obrigatoriedade legal para que as questões de vestibulares sejam inéditas, a anulação foi decidida pela UFPA, por mérito de lisura, ainda na segunda-feira, à noite, 23 de novembro”. A retificação do gabarito foi realizada ontem.

“Nós temos um controle de qualidade e um padrão mínimo que não admite questões repetidas em nossas provas. Por isso, após ter sido detectada a proximidade da questão com a da prova de outra instituição, achamos ético anulá-la”, afirma Marilucia Oliveira.

No Colégio Universo a questão é tratada de forma ainda não oficial. “Soubemos através de comentários de alunos. Não recebemos nada oficialmente. Assim que recebermos algum tipo de comunicação oficial reuniremos a banca dos professores da Geografia do colégio para definirmos que tipo de atitude será tomada”, disse o coordenador pedagógico Marcio Ganzer.

CAUTELA

No Ministério Público, o caso ainda é visto com cautela. “O Ministério Público Federal não recebeu nenhuma representação oficial até o presente momento questionando a segurança ou a metodologia das provas do último PSS da Universidade Federal do Pará. Se isso acontecer, deverá ser aberto procedimento interno para investigar as hipóteses de suposto plágio ou suposto vazamento. Quaisquer medidas necessárias deverão ser tomadas apenas com a conclusão das investigações”, informou o MP. Um procurador disse que a anulação da prova é um ato extremo, mas que não é algo tão incomum assim. Nas investigações, até a Polícia Federal pode ser acionada.

Para os candidatos que se sentiram prejudicados, a UFPA não dá razões para muita animação. Os candidatos tinham até as 14h30 de ontem para interporem recursos no Centro de Processos Seletivos. O gabarito definitivo da prova será disponibilizado a partir da quarta-feira, dia 25 de novembro.

PROTESTO

Ontem pela manhã os alunos do colégio Impacto da avenida Magalhães Barata fizeram um pequeno protesto no interior da instituição reivindicando a anulação da prova. Nem todos, no entanto, querem que a prova seja anulada. “Eu vou ser prejudicado de qualquer forma”, disse Lui Lima, 19 anos. (Diário do Pará)

Belém vai sediar Congresso de Adoração e Arte

De 27 a 29 de novembro acontece na sede da Primeira Igreja Batista do Pará (PIBPA) o Congresso Adorarte (Adoração e Arte), que terá entre seus palestrantes o pastor e teólogo Israel Belo de Azevedo, representante das religiões protestantes no programa Sagrado da Rede Globo. O evento oferece também oficinas de aperfeiçoamentos em diversas modalidades artísticas, com a colaboração de palestrantes reconhecidos em suas áreas.

A arte tem um papel definido nas igrejas evangélicas: a adoração a Deus. Porém, o tema é um pouco mais complexo, quando se avalia que as manifestações artísticas deveriam ser livres de amarras institucionais. “A arte cristã é uma arte engajada. Por causa de sua teleologia, será sempre uma arte menor, ainda assim arte. No entanto, que arte não é engajada?”, indaga Israel Belo, um dos teólogos mais respeitados no Brasil, que estará em Belém para esclarecer este e outros assuntos no congresso.

O primeiro Adoarte oferece aos participantes a possibilidade de se aprimorar tecnicamente, com o auxilio de dez oficinas. Dentre os colaboradores estão o produtor musical de São Paulo, Marinho Brazil que já trabalhou com Ana Paula Valadão e Adhemar de Campos; o músico Robenare Marques, pianista da Amazônia Jazz Band e da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz; o ator Magno Carneiro, intérprete da peça “A Bela e a Fera”, em cartaz desde 1997; e o percussionista Márcio Jardim, integrante do Trio Manari. A programação com a lista completa dos workshops e dos palestrantes está no site: www.pibpa.org.br.

SERVIÇO - Congresso ADORARTE

Data: De 27 a 29 de novembro de 2009

Local: Primeira Igreja Batista do Pará (Assis de Vasconcelos, 817, entre Nazaré e José Malcher)

Abertura: 19h (sexta-feira, dia 27)

Inscrições: www.pibpa.org.br ou na sede da igreja

Valor: R$ 20,00

Informações: (91) 3223 5908 e 9904 2121

Fuzileiro julgado por homicídio é absolvido

Péricles Tavares Ferreira, 26 anos, submetido a júri popular presidido pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, foi absolvido da acusação de homicídio praticado contra Fabrício Carvalho de Brito, o Pepeu, 20 anos. Por maioria dos votos, os jurados do 2º. Tribunal do Júri da Capital, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, não reconheceram a responsabilidade criminal do réu em relação a morte da vítima, acolhendo a tese da legítima defesa putativa. A sessão de julgamento foi realizada no plenário do júri do Fórum Criminal de Belém, nesta quarta, estendendo-se por cerca de três horas.

O crime ocorreu no começo da madrugada do dia 19.06.2007, no Bairro do Umarizal, na residência do acusado. Pepeu morador da vizinhança, teria ido à casa do réu lhe ameaçar. A mãe do réu fora antes à polícia denunciar a vítima do roubo de um pneu do carro do filho. Em depoimentos prestados perante os jurados as três testemunhas ouvidas confirmaram que a vítima era contumaz em roubar na vizinhança, na área próxima ao Motel Centauros, na Avenida Pedro Álvares Cabral, para comprar entorpecente.

Em interrogatório prestado perante os jurados o fuzileiro confirmou que efetuou o disparo contra a vítima, mas, alegou que agiu para se defender. Conforme o fuzileiro a vítima lhe procurou em sua casa, para lhe ameaçar e só atirou por ter a vítima esboçado “uma atitude hostil de colocar as mãos nas vestes com provável intenção de tirar uma arma”, disse no júri. Ele contou que no momento em que atirou na vítima, estava em sua residência, e que a arma era de sua propriedade. Ele disse ainda que a vítima “era contumaz no cometimento de assaltos e furtos, e ainda ameaçava os moradores do local”, alegou.

A promotora de justiça Ana Cláudia Pinho que atuou na tribuna de acusação pediu a absolvição do réu. A promotora concluiu com base nos depoimentos prestados pelas testemunhas que compareceram no julgamento para depor, duas vizinhas da área e a mãe do réu, concluiu que realmente o réu atirou para se defender de iminente perigo. A promotora explicou aos jurados que o promotor não é somente um acusador mas, um guardião e defensor dos direitos do cidadão.

O advogado do fuzileiro, Francisco de Camargo ratificou a tese absolutória já requerida aos jurados pela promotora de justiça, ressaltando que o réu ao efetuar o disparo agiu para se defender, dada a atitude hostil e ameaçadora da vítima. O advogado destacou a vida do réu dedicada aos estudos e à família e o fato de nunca ter se envolvido em crime. Mais informações sobre este caso acessar Consulta 1º. Grau, processo nº 2007.2041922-2.

Câncer pode atingir sete mil paraenses em 2010



Um terço dos paraenses poderiam escapar da morte por câncer, em 2010, caso tomassem medidas básicas de prevenção da doença. O governo estadual poderia ter papel importante na redução dos casos se cumprisse seu papel de investir mais em campanhas de esclarecimento. O fumo e a dieta respondem cada um por 30 a 25% do risco de uma pessoa ter câncer.

Ou seja, optar por hábitos de vida mais saudáveis pode reduzir em até 70% as chances de desenvolver um tumor maligno. O governo poderia dar uma grande ajuda se gastasse um pouco mais em campanhas educativas. O diretor do Hospital Ophir Loyola Paulo Cardoso Soares é um dos defensores da idéia de que sai muito mais barato investir na prevenção do que tratar da doença. Ele não pode falar ontem com o Diário, porque está viajando, mas já teve a oportunidade de manifestar isso em diversas palestras. Para reduzir os custos do atendimento aos pacientes, segundo Soares, as campanhas de informação e esclarecimento seriam a melhor alternativa.

Para ele, o câncer também é conseqüência de hábitos e má alimentação. Com informações básicas, a população teria condições de prevenir o aparecimento da doença, inclusive fazendo o exame precoce, como no caso do câncer de mama e de próstata, os dois tipos que, ao lado de tumores no pulmão são os que mais matam no Pará.

A estatística é cruel: o Pará tem mais de 7 mil novos casos de câncer por ano, metade deles na cidade de Belém. A capacidade do Hospital Ophir Loyola é de atender 5.200 doentes, incluindo pacientes que vêm do vizinho Amapá. O atendimento, em 2009, piorou devido a falta de investimentos em novos equipamentos, o que obrigou o Estado a “exportar” pacientes para tratamento nos estados do Tocantins e Piauí.

Exames- Os novos casos que irão surgir poderiam ser evitados com medidas simples, mas que envolvem o grave problema da mudança radical de hábitos, coisa que milhares de paraenses relutam em fazer. Uma dessas medidas é realização de exames médicos periódicos. Nos homens, por exemplo, o câncer no testículo é o mais comum entre os 15 e 35 anos de idade.

Quando o homem completa 40 anos, o problema pode ir para a próstata, os pulmões e o intestino grosso.

Mulheres em idade fértil devem fazer o preventivo ginecológico a cada 12 meses, e, a partir dos 50 anos de idade, devem incluir também as mamografias.

A avaliação médica periódica também é importante para checar a presença de infecção pelo HPV, ou Papilomavírus Humano. Este micróbio, transmitido pelo contato sexual, pode levar ao desenvolvimento de câncer no útero ou no pênis.

>> Mais casos de câncer de mama no Pará

Os novos casos de câncer no Pará podem atingir quase 8 mil pessoas em todo Estado. A maior incidência deve acontecer entre as mulheres, com mais de 4 mil casos estimados, principalmente por causa do câncer de colo do útero. As informações fazem parte da “Estimativa 2010: Incidência de Câncer no Brasil”, documento produzido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e elaborado a cada dois anos. O que difere o Pará dos demais estados brasileiros é que, entre as mulheres brasileiras, o câncer mais comum é o de mama. No Pará, assim como em toda a região Norte, o câncer mais incidente é o de colo do útero, devendo atingir quase 800 mulheres em todo Estado, 330 só na Capital.

Já entre os homens, a maior incidência é de câncer de próstata, com expectativa de que 700 homens desenvolvam este tipo de câncer no Estado sendo 330 em Belém. Assim como no restante do país, no Pará a expectativa é que mais mulheres desenvolvam câncer do que homens.

No Brasil, ocorrerão mais casos de câncer entre mulheres do que em homens - 52% dos casos novos (253 mil) serão registrados em mulheres e 48% (236 mil) em homens. O país terá quase 500 mil novos casos de câncer em 2010: 489.270. Os cânceres mais comuns em todas as regiões do Brasil serão o de pele não melanoma, próstata e mama feminina.

Sem considerar o câncer de pele não melanoma, nos homens, o câncer de próstata será o tumor mais comum de Norte a Sul do Brasil. O segundo tipo mais frequente de câncer será o de pulmão, seguido de cólon e reto, estômago, cavidade oral, esôfago, leucemias e pele melanoma. Entre as mulheres, os cânceres mais incidentes em todo o Brasil serão: mama, colo de útero, cólon e reto, pulmão, estômago, leucemias, cavidade oral, pele melanoma e esôfago.

O documento produzido pelo Inca é a principal ferramenta de planejamento e gestão da saúde pública na área oncológica. Fornece as informações necessárias para a elaboração das políticas públicas de saúde voltadas para o atendimento da população. A Estimativa do ano de 2010 valerá também para o ano de 2011.As localizações de câncer que são apresentadas na Estimativa foram selecionadas pela magnitude da mortalidade ou da incidência, assim como aspectos ligados ao custo e a efetividade de programas de prevenção preconizados pelo INCA.

A Estimativa revela a incidência (casos novos) dos cânceres mais frequentes entre os brasileiros: próstata, mama feminina, colo de útero, traquéia, brônquio e pulmão, estômago, cólon e reto, cavidade oral, esôfago, leucemias e pele melanoma por região, por estado e por capital. (Diário do Pará)