domingo, 22 de abril de 2012



                       PAPA BENTO XVI CELEBRA MISSA PASCAL E PEDE PAZ AO MUNDO

O Papa Bento XVI pediu, em sua mensagem de Páscoa, durante a missa celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo, que o governo da Síria atenda aos apelos de outros países para por um fim ao derramamento de sangue e inicie diálogos com a comunidade internacional.

O papa também denunciou ataques terroristas na Nigéria que têm atingindo tanto cristãos como muçulmanos e rezou pedindo paz para Mali, onde existe um golpe de estado em andamento.

Bento XVI rezou para mais de 100 mil fiéis depois de passar três horas de vigília dentro da Basílica de São Pedro. As informações são da Associated Press. (AE)



                          A DENGUE AVANÇA RÁPIDO NOS CANTEIROS DE BELO MONTE

Diversos trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, têm sido diagnosticados com dengue em hospitais de Altamira, município mais próximo dos cinco canteiros de obras que concentram por volta de 7 mil operários. Dos cerca de 30 casos suspeitos que chegam por dia no Hospital Santo Agostinho, em cinco a doença é confirmada. No Hospital Municipal São Rafael, já foram registrados 50 casos nos últimos dias.

Apesar da taxa de incidência aumentar entre os operários, a dengue não é a doença mais comum nos canteiros da usina. “As principais doenças são as diarreias, seguidas dos casos suspeitos de dengue que, depois, a gente acaba confirmando. Chegam aqui uma média de 30 pacientes com suspeita de dengue por dia. Desses, cinco são confirmados”, disse o diretor de Enfermagem do Hospital Santo Agostinho, Renato da Silva. Segundo ele, “esse é um número muito alto”, principalmente se for comparado com os registros de anos anteriores em Altamira.

A Norte Energia, responsável geral pela hidrelétrica, informou à Agência Brasil que "promove ações diárias e ininterruptas de prevenção e combate à dengue em todos os canteiros de obras" e que "essas ações vão desde o borrifamento de inseticidas até campanhas educativas realizadas periodicamente por equipes devidamente treinadas".

Prestes a ser contratado para trabalhar como servente, Joel Viana, de 25 anos, foi chamado para se apresentar na última sexta-feira (13). Morador de Altamira, Viana chegou com febre ao Sistema Integrado de Ensino do Pará (Sienpa), um dos locais onde é feita a seleção dos trabalhadores. “Como eu preciso muito desse emprego, e ninguém da minha família está trabalhando, decidi vir para cá, mesmo com o corpo todo doendo e com febre. Eles disseram que, do jeito que eu estava, não poderia me apresentar, mas, felizmente, deixaram que eu me apresentasse na segunda”, disse ele, pouco antes de ser chamado pelos funcionários de recrutamento do consórcio.

Coordenador do escritório de Representação Geral da Presidência da República na Casa de Governo em Altamira, Avelino Ganzer confirma que “há um princípio de epidemia de dengue”, não só no canteiro de obras, mas em toda a cidade.

Mas a dengue não é a única preocupação dos médicos. O número de pessoas atingidas pela violência também tem crescido em Altamira, bem como o de vítimas de acidentes de trânsito. “Isso fica bastante evidente em nosso setor de emergência, com o crescente número de pacientes feridos por armas brancas, em especial, vítimas de facadas. Com o inchaço [populacional], também aumentaram consideravelmente os casos de acidentes de trânsito. No geral, a movimentação em nosso hospital cresceu 80% desde que a obra começou”, disse à Agência Brasil a diretora administrativa do Hospital Municipal São Rafael, Arlinda Maria de Sousa.

No Santo Agostinho, Renato da Silva também aponta o aumento na quantidade de casos suspeitos. O número de atendimentos aumentou de 40 para 90 casos por dia. Como se não bastasse, nesta semana, dezenas de servidores da área de saúde que atuam em Altamira decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, reivindicando plano de cargos e salários, aumento salarial, equipamentos de proteção individual e fornecimento de água potável no Hospital São Rafael.

A qualidade da água é apontada por médicos e enfermeiros como o maior problema de saúde da cidade. “É muito comum vermos água escura saindo das torneiras. O problema de saneamento, aqui, é evidente. Daí o grande número de casos de diarreia”.

Recentemente, a Justiça Federal concedeu liminar aos ministérios públicos Federal (MPF) e do Pará determinando 18 medidas que devem ser adotadas pela prefeitura de Altamira para amenizar os problemas no hospital municipal. Segundo o MPF, o hospital apresenta problemas como sujeira, destinação incorreta do lixo hospitalar, além da falta de remédios, água potável e equipamentos de proteção individual. Também foi constatada uma série de deficiências de infraestrutura e de gerenciamento. (Agência Brasil)

                  
                      POLICIA PRENDE FALSO DENTISTA NO BAIRRO DO TAPANÃ

Após denúncia feita pelo Conselho Regional de Odontologia do Pará (CRO-PA) e investigações preliminares, uma equipe de policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) prendeu, na manhã de ontem (20), Agripino Bastos, de 64 anos. O acusado foi preso na própria residência, na rua do Ranário, bairro do Tapanã. Agripino foi flagrado praticando o crime de exercício ilegal de Odontologia.

No local onde funcionava um pequeno consultório improvisado, foram encontrados equipamentos odontológicos sucateados e em péssimas condições de higiene, além de medicamentos e material para confecção de próteses dentárias, alguns com data de vencimento de 2008. O material foi apreendido e encaminhado para a Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe).

A prisão de Agripino ocorreu por volta das 10h30 de ontem. A equipe comandada pela delegada Rosamalena Abreu foi uma das que seguiram em operação para flagrar dois pontos de prática ilegal de Odontologia. Apenas a equipe de Rosamalena obteve êxito na operação e deteve Agripino Bastos. O segundo local, no bairro da Pedreira, estava fechado, mas as investigações prosseguirão.

Ainda em sua residência, Agripino disse que trabalhava apenas como protético e que os equipamentos apreendidos pertenceram ao seu pai, que era dentista. Ele admitiu ainda que trabalha como protético há mais de 20 anos, mas negou que realizasse procedimentos cirúrgicos e tratamento dentário. “Aqui eu fazia o molde e cobrava entre R$180,00 e R$200,00 cada uma. Há muitos anos que eu trabalho”, afirmou.
Uma moradora da área, Erika dos Santos, disse que todos no bairro conhecem Agripino como o “dentista do bairro”. “A gente achava que ele era dentista. Eu até arranquei dente com ele. Ele cobrava entre R$30,00 e R$35,00 por uma consulta. A gente que é de baixa renda acaba procurando o que é mais barato”, lamentou.

Roberto Pires, presidente do CRO, e o fiscal do Conselho, Bruno Dias, acompanharam a ação no bairro do Tapanã. Pires informou que o CRO já havia recebido várias denúncias contra o local. “Ele não tem habilitação como dentista nem como protético e atua há mais de 20 anos. Estive com esse senhor há dois anos, de forma pedagógica, educativa, estive aqui dando ciência que o exercício ilegal da profissão era um crime e ele continuou realizando esses procedimentos.”

O presidente do CRO observa que apenas dentistas e técnicos em próteses dentárias, devidamente habilitados, estão aptos a realizar procedimentos em pacientes. “O técnico faz tão-somente a parte laboratorial, a confecção das próteses. O cirurgião-dentista é que faz a moldagem e o procedimento na boca das pessoas”, orienta. (Diário do Pará)

                OS TENTÁCULOS DE DOTE

Jovem, ousado, impetuoso, com visão de futuro. No rol empresarial a diversificação é uma marca. Adentra o ramo de venda de veículos, passa pelo entretenimento, envereda pelo ramo de transporte e ainda se arrisca no agronegócio. Busca expandir sempre os próprios investimentos e trata a concorrência de forma implacável. Fosse um empreendedor comum certamente já teria recebido algum tipo de prêmio como ‘empresário do ano’, mas Jocicley Braga de Moura, o ‘Dote’, não é um empresário comum. Apesar de ser considerado atualmente um dos maiores- se não o maior- traficantes do eixo Norte-Nordeste, grande parte da fortuna de Dote está envolta em sombras, espalhada em nomes de terceiros, conhecidos como ‘laranjas’. O dinheiro limpa o principal negócio de Dote, o tráfico de droga, capaz de movimentar até R$ 10 milhões por semana, do início ao fim da ‘cadeia produtiva da droga’, segundo avaliação de um delegado especialista no assunto.
Fazem parte desse patrimônio de Dote, segundo ainda está investigando a Polícia, uma concessionária de veículos em Belém e outra em Fortaleza, uma aparelhagem, frota de táxi, apto de luxo em Fortaleza, apartamentos em Manaus e Belém, imóveis em bairros da periferia como Cabanagem e Bengui, e possivelmente imóveis rurais como sítio e fazenda no Pará. Nada disso em nome próprio, o que dificulta o rastreamento, mas em nomes de pessoas de confiança do traficante, cuja escalada no mundo do crime já começa a ser considerada umas das mais impressionantes dos últimos tempos no Estado.
Condenado a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, por tráfico de drogas, pelo juiz Paulo Jussara Júnior, da Vara de Entorpecentes e Combate às Organizações Criminosas do Pará, em dezembro de 2010, ‘Dote’ foi preso de manhã cedo em Fortaleza, no dia 13 de abril, uma sexta-feira, depois de uma noite de festa em comemoração ao aniversário do filho pequeno. Um dos quatro rebentos do traficante.
Foi preso por uma equipe de policiais civis da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), da Polícia Civil do Pará, sob comando do delegado Éder Mauro. O traficante não esboçou reação ao ser detido. Estava em um veículo Ecosport, cujo valor de mercado não é menor que R$ 50 mil. Havia passado a noite nos altos de um apartamento de luxo no bem localizado bairro de Dionísio Torres, centro de Fortaleza. No bairro, apartamentos como o de Dote custam entre R$ 680 mil a R$ 1 milhão.
O traficante se preparava para entrar em uma concessionária de veículos que o serviço de inteligência da Polícia Civil crê com alto grau de certeza ser mais um dos empreendimentos disfarçados para lavagem de dinheiro. Aos 28 anos, Dote está milionário. Pavimentou a própria ascensão social no mundo do crime de forma rápida, com alguma dose de sorte e muito sangue derramado. Pelo menos 12 homicídios são atribuídos a ele. Sem contar o assassinato de uma namorada em Fortaleza.

CRIA DO TRÁFICO
O tráfico vem de família. Dote cresceu tendo a droga como companheira íntima. Com oito anos, entre uma partida de futebol no campinho do bairro e uma empinada de papagaio, começou a servir de aviãozinho, transportando pequenas quantidades de maconha e executando diversos serviços aos traficantes mais velhos. “Mãe, tia, madrinha, irmão, praticamente toda a família de Dote têm ou tiveram envolvimento no tráfico”, diz um delegado.
Dote praticamente foi criado pela madrinha Maria do Carmo Borges, a quem o traficante sempre considerou uma segunda mãe. Maria do Carmo está presa por tráfico de drogas. Nos tempos de pobreza quase extrema, Dote também foi ajudado por uma mulher conhecida na Cabanagem como Lucídia, uma mulher magra e de muitas palavras. Dona de um pequeno bar na rua João Nunes, a mesma onde Dote foi criado, Lucídia sempre recebia o protegido e os companheiros de tráfico nas comemorações das vitórias da quadrilha.

Sanguinários, vaidoso e solto por ter "bons antecedentes"
Vaidoso, gosta de baladas e de roupas jovens de marca. Tanto que foi preso novamente quando saía de uma festa em Manaus no início de 2009. Mas foi colocado em liberdade pela juíza Maria Edwiges Lobato no dia 4 de março do mesmo ano. A magistrada avaliou que ele “tinha bons antecedentes” e por “possuir residência fixa” poderia aguardar o julgamento em liberdade. Vinte e um dias depois foi feito novo pedido de prisão de “Dote”, pelo juiz Altemar da Silva Paes, que redistribuiu o processo ao novo titular da Vara de Inquéritos Policiais, juiz Pedro Pinheiro Sotero.
Zé Roberto, "Barão do Tráfico" e novo parceiro de Dote, foi preso. Está em Americano. A captura de Dote passou a ser prioridade. Na Delegacia do Marco, uma pasta branca amarfanhada com um conteúdo um tanto volumoso traz na capa o título ‘Dossiê do Número Um’. É Dote. As buscas por ele levaram as equipes policiais a seguir os rastros do traficante no Maranhão, na região dos Lençóis Maranhenses; em Teresina, no Piauí; em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Fortaleza. Dote também passou pelo Rio de Janeiro e fez viagens internacionais.
Acostumado a grandes e confortáveis espaços, Dote atualmente está isolado numa pequena cela, de pouco mais de dois metros quadrados no CR 3, em Americano. É considerada a parte mais segura do complexo penitenciário. “Mas já sabemos que o Zé Roberto mandou que todo mundo tratasse bem o Dote”, diz Éder Mauro.
Enquanto o maior traficante da região vê o cômodo pequeno à frente e ao lado, as peças do tabuleiro do tráfico se movem. Há quem diga que Dandan, no Aurá, e Tiaguinho, no Bengui, de peso mediano no comércio de entorpecentes, começam a querer alçar voos maiores. Qual o dote que lhes será reservado?

Sangue e negócios em família
“Aos 15 anos ele já era dono de boca de fumo. Com 17 anos já mandava na Cabanagem, no Bengui e no Jaderlândia”, diz o delegado Éder Mauro, talvez um dos principais inimigos de Dote, tanto que o traficante chegou a colocar a prêmio a cabeça do policial. Algo em torno de R$ 300 mil para o executor. Nos sete anos entre o menino que servia de aviãozinho ao dono de boca de fumo, Dote começou a imprimir a própria marca. “Ele foi expulsando os donos de boca”, diz o delegado. “Manda matar um e avisa que a partir daí agora é ele quem vai tomar conta do lugar. Quem não aceitar será eliminado. Com isso ganha respeito”. Dote foi eliminando um por um dos fornecedores concorrentes, até chegar ao ponto em que todos os ‘boqueiros’ tinham de comprar a droga diretamente dele.
Foi quando o jovem traficante começou a se capitalizar. Mandava buscar pedras de ‘oxi’ fora do estado. Entre 2002 e 2007 adquiriu os primeiros 15 imóveis na Cabanagem e redondezas. Usava muitos deles como laboratório para fabricação da droga. Mas a Polícia destruiu cinco desses laboratórios. Em um dessas investidas policiais houve trocas de tiro. Três soldados de Dote morreram. O traficante mostrou que não era de aceitar traições. Encontrou quem achava ter feito a denúncia à polícia. Enquanto diversas cédulas de dinheiro eram colocadas na boca do desafeto, mandava que o alvo dos disparos fosse a cara da vítima. Ao fim, doze disparos desfiguraram o rosto do homem a quem Dote atribuía ter ‘dado o serviço’ à polícia. Lições como essa espalhavam-se à boca pequena e a fama do traficante crescia.
E Dote começou a usar laboratórios ambulantes após ser surpreendido pela Polícia. Era um método simples. Batia-se na casa de alguém e a pessoa era informada que a casa seria usada como laboratório naquela noite.
Em 2007, veio a primeira quda. Foi preso quando saía de uma boate no Jurunas. A Polícia ficara de campana das 20h às 8h. No carro de Dote a polícia encontrou cocaína. O traficante ofereceu R$ 100 mil para se livrar do flagrante. Não adiantou. Foi autuado, mas em menos de duas semanas foi liberado por intermédio de um alvará de soltura. Uma semana depois a prisão de Dote foi decretada, mas ele já estava foragido. A fuga resultou num encontro que mudou os rumos do traficante-empreendedor. Dote foi para Manaus e lá fez amizade com José Roberto Fernandes Barbosa, o Zé Roberto, considerado pela Polícia como o ‘Barão do Tráfico’. Em Belém Dote deixou a gerência do tráfico da Cabanagem nas mãos de Boca e Jacaré. No Bengui o escolhido foi Tiaguinho. Dote daria um salto na carreira.
Com Zé Roberto, passou a ter contato direto com o tráfico internacional. Virou uma espécie de ‘quase-sócio’ de Zé Roberto. Com base em Manaus, o Barão do Tráfico recebia pedras de ‘oxi’ do Peru, Bolívia e Venezuela e repassava para os escolhidos em cidades como São Luiz e Fortaleza. Dote tornou-se o ‘homem de Belém’. Uma pedra de oxi, com peso médio de um quilo costuma ter o preço avaliado em cerca de R$ 20 mil. Foi esse mercado que se abriu para Dote, sendo o único grande distribuidor aos traficantes da cidade. E Dote aproveitou. Enriqueceu rapidamente. O traficante tem espírito empreendedor. Por intermédio de laranjas e gente de sua extrema confiança, passou a controlar o movimento de vans e mototáxis no bairro. Também passou a comprar diversos imóveis. No centro de Belém teria apartamentos avaliados em R$ 600 mil. Segundo a polícia, também seria dono de uma aparelhagem, cujo investimento mínimo não sairia por menos de R$ 1 milhão. (Diário do Pará) Luiz Carlos (PPSE)

 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SAUDAÇÕES A VIRGEM DE NAZARÉ

Aos paraenses e toda a Comunidade católica do Estado do Pará, sejam bem vindos á Belém, neste mês de festa Católica, inicia-se a partir de hoje a peregrinação da Senhora de Nazaré por todo o estado, sendo o marco maior o Círio de Nazaré que ocorrerá no domingo dia 09 de outubro, saindo da Catedral da Sé na Cidade Velha percorrendo as ruas principais da cidade de Belém, com destino a Basilica de Nazaré, no Centro Cultural de Eventos do CAN, e finalizando a transladação que ocorre no recírio. É um ato de fé católica que se prolonga por muitos anos de fé, quem ja percorreu a peregrinação da Santa sabe bem como é difícil acompanhar, mais quem tem fé e busca alcançar uma graça, precisa enfrentar com coragem e determinação o desenrolar da procissão, muitas pessoas passam mal, desmaiam, não suportam o calor, mais sempre alcançam seus objetivos. Ato de fé coragem e determinação fazem parte deste tão enunciado evento cristão, hoje sexta-feira inicia-se com a presença da Santa na Cidade de Ananindeua, amanhã, no sábado tem a carreata, que vai para Icoaraci, distrito de Belém, e embarcados em navios e barcos os romeiros junto com a Santa passam pelos furos dos rios com destino ao porto de Belém em mais um Círio Fluvial, só vendo de perto sente-se a emoção do que é realmente os Festejos da Virgem de Nazaré, parabens aos paraneses por este grande dia. CIRIO 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PM flagra homicídio; O assassino tentou fugir e foi baleado e morto

Um homem foi executado com vários tiros ontem, às 16h, na travessa 14 de Abril com a avenida Fernando Guilhon, no Guamá. Uma viatura da Polícia Militar flagrou o momento do crime. Houve troca de tiros com o executor, que tentou fugir com a ajuda de um comparsa em uma motocicleta, mas o assassino acabou sendo baleado e também morreu, instantes depois, após ser levado para o Pronto-Socorro Municipal (PSM) do bairro. O delegado Francisco Sombra, que apura o crime na seccional do Guamá, afirmou que a primeira vítima, Antero Augusto Wanzerlei Paraense, de 29 anos, era conhecido da polícia por cometer crimes de homicídio e assalto. Ele acredita que o crime tenha sido motivado por um "acerto de contas" entre facções criminosas.

Até o início da noite, a polícia ainda tinha dúvidas sobre a identidade do assassino de Antero, que seria conhecido pelo apelido de "Papel". A polícia passou o resto do dia tentando localizar o condutor da motocicleta que tentou dar fuga ao executor, mas ele não foi localizado. No instante em que Antero estava sendo executado, sem chance de defesa, passava pelo local a viatura 9418 com o cabo C. Silva e o soldado Dênis Miranda, da 24ª Zona de Policiamento, do bairro da Terra Firme.

O soldado Dênis disse que após executar Antero o acusado fugiu da polícia. Houve troca de tiros e o suspeito foi atingido. Ao virar a esquina, outro homem montado numa motocicleta aguardava o assassino. Mas o suspeito baleado caiu da motocicleta, possivelmente em razão dos ferimentos. Outras viaturas foram acionadas para dar apoio e os policiais que estavam em uma delas socorreu o assassino ainda com vida. Ele foi levado para o PSM do Guamá, onde resistiu por pouco tempo e acabou morrendo também. "O executor se aproximou do corpo para dar o tiro de misericórdia", disse o delegado.

Testemunhas contaram que Antero foi morto na calçada enquanto falava ao celular em frente a um lava-jato, onde provavelmente estava aguardando a limpeza da moto Honda de placa NSV-6362. Ele teve morte instantânea. Antero era conhecido pela vizinhança. Ao lado do corpo havia cinco cápsulas de arma de fogo deflagradas. A vítima ficou exposta na rua até a chegada do serviço de remoção. O local foi cercado por curiosos. A esposa e o irmão da vítima reconheceram o corpo ainda no local do crime. Aos prantos, não quiseram dar entrevista.

"Não sei se ele tinha inimigos e nem se usava drogas. Ele trabalhava com o nosso pai", afirmou o irmão da vítima. "O Antero conversava com todo mundo. Não sei da vida dele. A minha irmã veio aqui na porta e viu ele (Antero) sentado na calçada, falando no celular. Assim que ela entrou, ouviu os tiros. Foi muito rápido. Ela não viu quem foi (o assassino). Em poucos segundos ela poderia ter sido atingida também", disse uma vizinha.

Segundo o delegado, os familiares de Antero confirmaram que ele era ex-presidiário. "O Antero tinha vários antecedentes criminais, entre homicídios e assaltos, inclusive de saidinha de banco. Era um elemento conhecido da polícia e muito perigoso", afirmou. A arma com que Antero foi assassinado, uma pistola 380, foi encontrada com o executor. O revólver, que tinha a numeração raspada, foi apreendido e será encaminhado para exame no Centro de Perícia Científica Renato Chaves. "Será lavrado um auto de resistência (do executor morto) que será juntado ao inquérito policial", disse o delegado. Ele não descartava a hipótese de o condutor da moto também ter sido atingido na troca de tiros. Até à noite de ontem, a identidade dele ainda era ignorada.

Conselheiro detalha denúncia sobre abuso sexual em Colonia Penal

Ouvida por deputados, jovem abusada na colônia agrícola heleno fragoso também fez revelações sobre o crime

Tráfico de drogas, de mulheres e de armas. Os depoimentos do conselheiro tutelar de Belém Benilson Silva e da adolescente de 14 anos que foi abusada sexualmente dentro dos pavilhões da Colônia Agrícola Heleno Fragoso sugerem que estes três crimes são praticados na casa penal. A avaliação é dos deputados da CPI do Tráfico Humano da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), que ouviram os dois na tarde de ontem. A menina foi estuprada durante quatro dias por pelo menos cinco detentos. Por ter colaborado na denúncia do esquema ilegal que privilegia os presos do semiaberto, o conselheiro foi ameaçado de morte na última segunda-feira, no mesmo dia em que as primeiras reportagens sobre o caso foram divulgadas na imprensa.

O boletim de ocorrência para registrar o fato foi feito ainda na tarde de ontem, logo após a reunião com os deputados, na Divisão de Investigações e Operações Especiais da Polícia Civil (Dioe). Benilson Silva foi escoltado por uma viatura da Casa Militar da Alepa. Benilson, que está há apenas um mês e meio no Conselho Tutelar, detalha que recebeu três ligações de número restrito. "Foi uma voz de homem que ligou, dizendo que era para eu não me envolver mais no caso. Ele disse que sabia onde eu e meus filhos moramos, o endereço do meu trabalho e que eu poderia morrer se continuasse a dar entrevistas. Isto não me intimida, mas tomei precauções, como me mudar temporariamente e pedir para meus familiares ficarem atentos com situações suspeitas", destacou.

A Comissão de Direitos Humanos da Alepa vai requerer em ofício que seja garantida pela Secretaria de Estado de Segurança (Segup) a proteção ao conselheiro e também à adolescente, que vem dando muitas pistas a respeito dos acontecimentos dentro do presídio. Os deputados até cogitaram a hipótese de ela ser incluída no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), como disse o deputado Carlos Bordalo (PT), relator da Comissão de Inquérito Parlamentar. "Vamos pedir neste primeiro momento que sejam providenciadas duas viaturas, uma para acompanhar o conselheiro e outra para a jovem. Os dois são testemunhas fundamentais para as investigações da CPI e também da polícia. Ela poderá ajudar a produzir, por exemplo, o retrato falado da aliciadora, que inclusive já poderia ter sido providenciado", observou Bordalo.

As relações de tráfico humano puderam ser identificadas pela presença da aliciadora, que receberia dinheiro dos presos para levar as mulheres e também prometia às meninas a quantia de R$ 20,00 para que elas fossem ao local. Embora tenha aceitado receber a importância, a adolescente não imaginava que seria obrigada a manter relações sexuais forçadas com vários presos. "O dinheiro que eles arrecadavam com as drogas não ficava com a gente. Nós estávamos sendo vigiadas o tempo todo e vendíamos a maconha, cocaína e óxi deles para outros presos. A mulher que nos levou para lá ficava com uma parte. Deve ter ganhado, no mínimo, R$ 500,00", revelou a adolescente.

O paradeiro das outras duas adolescentes de 15 e 17 anos que estariam junto com ela nas sessões de agressão sexual ocorridas na casa penal ainda é desconhecido. Podem ter sido mortas ou fugido, o que é mais provável. No último domingo, após uma revista, os agentes penitenciários registraram no livro de ocorrências a presença de mais seis mulheres, todas adultas.

Mãe da adolescente muda de endereço

A mãe da adolescente de 14 anos deixou, ontem, a residência na qual morava há aproximadamente seis meses. Ontem à tarde, este jornal tentou falar com ela, que residia no bairro do Curió-Utinga, cujo acesso é pela avenida João Paulo II. Vizinhos informaram, no entanto, que ela não estava mais naquele endereço. O paradeiro dela é desconhecido.

Ontem vizinhos disseram que a adolescente de 14 anos pouco parava em casa e que era comum ela chegar acompanhada de representantes do conselho tutelar ou de policiais militares, que a encontravam em situação de risco pessoal e social. "Ela gostava muito de rua", disse uma moradora.

Ainda segundo esses relatos, a adolescente, quando localizada pelo Conselho Tutelar, dizia que era adulta e tinha 21 anos. A mãe, que tem ainda dois filhos pequenos, que também moravam com ela, conversava com a filha, para que ela mudasse de comportamento. Porém, a jovem acabava encontrando uma maneira de ir para a rua, ainda de acordo com os vizinhos.

Casa penal passará por uma inspeção na tarde de hoje

Os deputados da Comissão de Direitos Humanos da Alepa vão fazer uma inspeção hoje, às 15 horas, na Colônia Agrícola Heleno Fragoso. A finalidade da visita é coletar mais informações com o departamento administrativo, detentos e agentes penitenciários sobre as rotinas e as condições de infraestrutura e segurança do local. Informações podem servir de subsídio para denúncia ao Ministério Público do Estado (MPE).

O presidente da comissão que visitará a colônia, Edilson Moura (PT), explica que a intenção do grupo é saber o que é preciso ser feito e como os deputados podem interceder. "Queremos saber, por exemplo, se há recursos próprios para a construção dos muros e em qual prazo ele será feito. Vamos conhecer in loco qual nível de facilidade os detentos têm para ir e vir do espaço e também se existe mesmo superlotação e se há mesmo ameaças de morte aos agentes que decidem enfrentar os presos", disse.

O deputado José Megale (PSDB), que representou a base de apoio ao governo na reunião, está confiante que os culpados pelos desvios identificados na colônia serão punidos. "O Estado, mais uma vez, está agindo rápido para tentar resolver o problema. Em outro caso de grande repercussão que ainda está na mídia, o da prisão dos matadores do casal de extrativistas de Nova Ipixuna, várias dúvidas a respeito da eficiência da polícia paraense foram levantadas. Mas os resultados apareceram", comparou o deputado.

PMs são presos em flagrante

Trio manteve homem em cárcere privado dentro de viatura e exigiu R$ 15 mil da família para libertá-lo

O que era para ser uma abordagem de rotina terminou com a prisão de três policiais militares acusados de cárcere privado e concussão (tipo de extorsão praticada por funcionário público), na tarde de ontem. Os PMs José Luiz Aires de Souza, Carlos Renato Silva de Oliveira e Raja André Melo de Souza - lotados na 5ª Zona de Policiamento (Zpol) - foram presos em flagrante no momento em que recebiam R$ 900,00 da família de um rapaz que eles mantiveram dentro da viatura por aproximadamente quatro horas. Eles foram encaminhados para a Corregedoria da Polícia Militar (PM) e de lá deveriam ser levados, ainda ontem, para o presídio Anastácio das Neves, localizado no Centro de Recuperação Prisional do Pará (CRPP).

De acordo com informações repassadas por familiares e pelo advogado da vítima, Thiago Machado, a situação teve início por volta das 10 horas, na rua Bragança, esquina com a rua Cabanagem, no bairro da Cabanagem. Os policiais militares abordaram o homem de 29 anos (a família preferiu não informar o nome dele) e fizeram uma revista. "Parecia ser uma revista de rotina, mas os policiais viram que ele estava sem documentos, então o colocaram dentro da viatura, dizendo que ele é traficante", afirmou o advogado. Segundo Thiago, o homem trabalha como mototaxista e costuma ficar em um ponto naquelas imediações.

Depois de manterem o homem dentro da viatura policial, segundo o advogado, os PMs ligaram para a família e pediram R$ 15 mil para que ele fosse liberado. "Eles começaram pedindo R$ 15 mil, que depois baixaram até R$ 4 mil. A família afirmou que não tinha esse valor, e conseguiu juntar R$ 900,00. A Corregedoria foi, então, avisada sobre o que estava acontecendo, e foi montada a operação para prisão dos acusados", contou Thiago Machado.

Um irmão gêmeo da vítima, que não terá o nome divulgado, afirmou que a família passou por momentos de desespero. "Foi desesperador porque não tínhamos o dinheiro que eles estavam pedindo. Eu consegui R$ 900,00 e, depois que eles nos disseram onde seria feita a entrega do dinheiro para liberação do meu irmão, nós entramos em contato com as autoridades", disse.

Por volta das 14 horas, depois que os parentes da vítima disseram que tinham R$ 900,00, os policiais militares marcaram um ponto na rua da Marinha, bairro da Marambaia, para que fosse feito o "resgate" do rapaz, em troca do dinheiro. Policiais foram até o local e localizaram a viatura em que estavam os militares acusados. A família chegou com o dinheiro, e no momento em que era feito o pagamento aos policiais, eles receberam voz de prisão. Os três foram encaminhados para a Corregedoria da Polícia Militar, onde prestariam depoimento antes de serem levados para o presídio Anastácio das Neves, exclusivo para funcionários públicos.

Em entrevista ao portal ORM, o coronel Silva, da Corregedoria da PM, informou que os policiais irão responder a um Conselho de Disciplina e podem ser excluídos do quadro. O flagrante serve como instrumento para ser processado na Justiça Militar.

Cartaz do Círio 2011 traz novas fotos de fiéis

Já está em circulação o novo cartaz do Círio 2011. A segunda versão tem a cor verde como fundo e traz novas fotos dos fiéis. Em 2011, a Diretoria da Festa de Nazaré inovou e colocou em prática o projeto “Faces da Fé”, que contou com a colaboração dos devotos de Nossa Senhora de Nazaré no envio de fotos, através de um hotsite, para compor esse símbolo tão importante da festividade nazarena. As imagens formaram um grande mosaico ao fundo da Padroeira dos Paraenses.

A apresentação oficial da primeira versão do Cartaz foi em maio, mas o prazo para o envio das fotos continuou aberto para a composição da segunda versão e, desde lá, mais de mil fotos foram enviadas. A peça publicitária tem como função principal divulgar o Círio de Nazaré no Pará, no Brasil e pelo mundo afora.

Em 2011, a produção do Cartaz começou bem antes do habitual e promoveu uma interação direta com os devotos, dando a oportunidade de que cada um pudesse participar um pouco da confecção deste ícone tão importante. Desde fevereiro, as pessoas interessadas em ter sua imagem no Cartaz do Círio podiam enviar suas fotos, após responder à pergunta “Por que você quer sua foto faça parte do Cartaz do Círio 2011?”. As melhores respostas foram selecionadas e as fotografias enviadas, incluídas na peça publicitária. A agência Mendes Comunicação foi a responsável pela produção do cartaz e Luciana Nahum, do GQ Foto Estúdio, foi a fotógrafa escolhida para produzir a imagem principal.

Por traz da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, foi inserido um grande mosaico composto pelas fotos enviadas através do hotsite do Círio pelos devotos. “Essa foi a forma que nós encontramos de homenagear essas pessoas que fazem do Círio a maior procissão católica do mundo. O Círio é composto de pessoas. Queremos justamente simbolizar a fé do povo paraense”, explicou o diretor coordenador da Festa, César Neves.

O diretor de marketing do Círio, Oswaldo Mendes, avalia positivamente a inovação. “Conseguimos interagir com o povo católico do Estado do Pará e de diversos lugares do mundo. Uma pequena parte dos dois milhões de romeiros que participam da grande romaria estará representada no Cartaz”, disse. Em média, 500 fotografias foram postadas em cada versão.

Este ano, a tiragem do cartaz deve chegar a 880 mil exemplares, somando a impressão feita pela Diretoria da Festa mais as de patrocinadores oficiais, apoiadores e outras empresas autorizadas

Histórico – O cartaz é considerado um dos símbolos do Círio. O primeiro foi produzido em 1882, e até hoje essa tradição permanece. Os fiéis têm o costume de fixar o Cartaz nas fachadas dos prédios, portas das casas, hospitais, para prestar homenagem e também pedir bênçãos à Padroeira dos Paraenses. Os antigos cartazes podem ser conferidos no site oficial do Círio: www.basilicasantuarionazare.com.br. (DFN)

Polícia apresenta assassinos de extrativistas


José Rodrigues Moreira e seu irmão Lindonjohnson Silva Rocha, mandante e executor do assassinato do casal de extrativistas, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, foram presos na manhã deste domingo (18) em Novo Repartimento. A Polícia Civil apresentou, às 18h de hoje, os assassinos durante coletiva realizada na Delegacia Geral do Estado.

A prisão dos irmãos foi realizada através de uma mega operação integrada das Polícias Civil e Militar. Foram quatro meses de investigações minuciosas. A dupla foi trazida para Belém pelo helicóptero do Sistema de Segurança Pública, sob forte escolta policial.

José Rodrigues e Lindonjohnson estavam em uma casa no meio da mata a 22 quilômetros da vila Maracajá, que fica próxima ao município de Novo Repartimento. “A área era de difícil acesso, mas conseguimos prender os dois graças ao que foi planejado”, disse o delegado-geral adjunto Rilmar Firmino.

O delegado ainda explicou como a ação foi realizada. “Usamos todas as técnicas de investigação, como informantes e agentes infiltrados. Fizemos três ações táticas, mas eles caíram logo na primeira”, revela. “A equipe passou cerca de três horas no local, esperamos o momento certo e realizamos as prisões. O José Rodrigues ainda tentou fugir, mas a casa estava cerca por seis policiais”, explica o delegado.

No momento da prisão, a polícia encontrou três revólveres calibre 38 e uma espingarda com os acusados, que estavam escondidos numa área de mata fechada, a 52 quilômetros de Novo Repartimento.

A apresentação dos assassinos foi feita pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Luís Fernandes, dirigentes das polícias militares e civis, incluindo o delegado adjunto da PC, Rilmar Firmino e o tenente coronel Sandoval Bittencourt, do Comando de Missões Especiais da PM.

Alberto Lopes Teixeira do Nascimento, conhecido como “neguinho”, é o terceiro envolvido no crime e continua foragido. A polícia acredita que a prisão é uma questão de tempo.

O CRIME

Lindonjohnson, José Rodrigues Moreira, e Neguinho estariam de tocaia na mata quando José Cláudio e Maria saltaram de uma motocicleta, na estrada, para cruzar uma pequena ponte de madeira. Johnson teria desferido os tiros que mataram o casal de ambientalistas no dia 24 de maio. Antes do assassinato, José Rodrigues entrou em conflito com o casal por conta de dois lotes de terra dentro do assentamento.

O Incra confirmou a posse da terra aos assentados, ao que o fazendeiro teria dito aos ambientalistas que perderia os lotes, mas eles pagariam por isso.